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Conheça as dez profissões mais perigosas para os pulmões

A construção civil está entre as áreas mais perigosas
Foto: Getty Images
 
Fábio Santos

As vias respiratórias fazem parte de uma estrutura importante do nosso corpo, fundamental para a sobrevivência. Porém, estas vias estão em contato o tempo todo com as partículas nocivas do ambiente no qual vivemos e estão sujeitas a diversos tipos de infecção. Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho estima que cerca de 23 mil trabalhadores desenvolveram algum tipo de doença pulmonar durante o exercício da profissão em 2008 e que 16 mil morrem a cada ano.

Dados alarmantes como este nos fazem parar para pensar o quão perigosas são algumas profissões e o quanto elas podem prejudicar gradualmente a saúde de seus funcionários. Estudos apontam que a maioria destas mortes poderia ter sido evitada com medidas simples, como o uso de equipamentos de segurança ou diminuição da exposição na rotina de trabalho.

Com base nestes estudos, o site health.com catalogou as dez profissões mais perigosas para os pulmões. Veja quais são:

Construção Civil
Neste tipo de trabalho é comum a inalação de poeira de demolições, o que pode causar câncer de pulmão e asbestose, uma doença muito perigosa que provoca cicatrizes e endurecimento dos pulmões.

Em construções antigas, era corriqueiro o uso de amianto, um componente muito tóxico. Se o operário não utilizar máscaras específicas para trabalhar nestes ambientes, a inalação do amianto pode provocar asbestose e outras doenças pulmonares.

Manufatura
Neste tipo de fábrica, os trabalhadores podem ficar expostos à poeira, produtos químicos e gases, o que pode gerar uma grande chance de desenvolver a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). A DPOC é uma doença crônica caracterizada pela diminuição da capacidade de respiração, gerando males como bronquite e enfisema pulmonar.

Em fábricas de produtos alimentares, um composto chamado diacetil, que é um agente aromatizante utilizado na pipoca de micro-ondas, vinhos e comidas processadas, pode causar uma doença mortal chamada bronquite obliterante. Porém, com o simples uso da máscara de proteção, o efeito do diacetil sobre os pulmões é nulo.

Ambientes hospitalares
Estima-se que de 8% a 12% dos trabalhadores de saúde sejam sensíveis aos resíduos encontrados em luvas de látex, que podem causar uma reação asmática grave. Ao colocar ou tirar a luva, estas partículas que ficam suspensas no ar acabam entrando pelas vias respiratórias e causando grandes transtornos.

Alguns hospitais utilizam luvas de látex sintéticas, mas este tipo de alergia pode, muitas vezes, terminar a carreira de médicos e enfermeiros, já que o uso de luvas é fundamental para a profissão.

Indústria têxtil
A bissinose é a doença respiratória mais comum no meio têxtil. Ela é causada pela inalação de partículas de tecidos como algodão e linho e tem maior incidência entre os profissionais que trabalham com tapeçaria, toalhas, meias e roupas de cama.

Quando o tecido é rasgado ou cortado, ele pode liberar uma enorme quantidade de partículas que podem obstruir as vias respiratórias. Neste caso, o uso de máscara também é fundamental.

Bartender e garçons
Em alguns países, como o Brasil, a lei contra o tabagismo em lugares de convívio comum acabou favorecendo a saúde de profissionais que precisam trabalhar com o atendimento aos clientes. Quem serve as bebidas em ambientes cheios de fumaça corre sério risco de contrair doenças do pulmão.

Conhecidos como fumantes passivos, estes profissionais podem adquirir doenças típicas de quem é viciado em cigarro. Em cidades que não proíbem o fumo em local fechado, um sistema de ventilação eficiente pode amenizar o problema.

Cozinha
Quem trabalha cozinhando pode ser acometido por várias doenças respiratórias, principalmente a asma. Profissionais que trabalham com farinha, como os padeiros, estão o tempo todo próximos de uma reação alérgica.

Boa ventilação e uso de uma máscara de proteção podem ajudar a prevenir a doença.

Indústria automobilística
Sprays de tintas estão entre os utensílios mais perigosos ao pulmão humano. Algumas destas tintas contêm isocianato de poliuretano, que pode irritar a pele, criar alergias e causar aperto no peito e problemas respiratórios graves.

A inalação do isocianato pode causar ataques de asma mas, para que isso não ocorra, o profissional deve usar respiradores e contar com um bom sistema de ventilação.

Transporte
Motoristas de caminhões e trabalhadores de estradas de ferro podem ter sérios problemas com a DPOC. Um dos principais fatores é a exaustão de diesel pelo escapamento dos veículos. Um estudo de 2004 encontrou uma ligação entre o combustível e a mortalidade por câncer de pulmão entre os trabalhadores da estrada de ferro dos EUA em 1950, quando a indústria passou a utilizar o diesel.

Embora os motores a diesel emitam menos gases hoje em dia, a exaustão do combustível ainda é perigosa. O importante, nestes casos, é ficar fora da linha de escape dos gases e usar máscaras de proteção para reduzir o risco de doenças pulmonares.

Mineração
A categoria dos mineiros está diretamente exposta à poeira de todos os tipos. Os mineiros estão em alto risco para uma série de doenças pulmonares, incluindo a DPOC, devido à exposição à sílica, também conhecida como quartzo, que pode provocar silicose, uma doença que provoca cicatrizes nos pulmões.

Corpo de bombeiros
Quando um bombeiro chega a um prédio em chamas, ele pode inalar uma grande quantidade de fumaças e componentes químicos que podem estar presentes em micropartículas suspensas no ar.

Embora seja obrigatório o uso do equipamento de respiração, em algumas situações o profissional pode optar por tirá-lo, principalmente quando precisam vasculhar escombros e verificar possíveis vazamentos de gases.

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