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SP ganha 1º estúdio de hot yoga; modalidade queima até 900 cal por aula

30 set 2013
16h35
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Desde que conquistou mais adeptos - inclusive famosos -, a ioga ganhou diversas variações e uma das mais recentes é a Hot Yoga. A modalidade consiste em praticar a Hatha Yoga em uma sala aquecida, com temperaturas que variam entre 37ºC e 40ºC e umidade entre 40% e 70%. Para quem quer experimentar, a boa notícia é que São Paulo acaba de ganhar o primeiro estúdio exclusivo para a prática da Hot Yoga. Inaugurado pelo casal Julien Brierre e Andrea Wellbaum, o local, que leva o nome da modalidade, está aberto desde o último dia 21 de setembro e fica na Vila Madalena, zona oeste da capital paulista. 

<p>A Hot Yoga une exercícios de força, flexibilidade e desintoxicação, devido às altas temperaturas da sala</p>
A Hot Yoga une exercícios de força, flexibilidade e desintoxicação, devido às altas temperaturas da sala
Foto: Facebook / Reprodução

As aulas do Hot Yoga, que podem ter até 35 alunos por turma, ficaram lotadas nas apresentações inaugurais, o que mostra o sucesso da prática criada pelo indiano Bikram Choudhury,  na década de 1970. O método, que pode queimar entre 700 e 900 calorias por aula, é praticado por 90 minutos com uma sequência de 26 posturas, todas elas repetidas duas vezes, além de dois exercícios de respiração que abrem e fecham a aula.

Os benefícios do calor 
Com dois estúdios no Rio de Janeiro e um em Florianópolis, a Hot Yoga pode ser praticada por qualquer pessoa  - com exceção de mulheres grávidas e crianças com menos de 12 anos - que busque melhorar a flexibilidade, aumentar a força e perder peso. Os benefícios são diversos, a começar pela forte desintoxicação do corpo devido ao excesso de eliminação de suor.

Além disso, a alta temperatura da sala ajuda a deixar o corpo mais maleável, aumentando os benefícios da ioga e reduzindo consideravelmente as chances de lesões. “O calor relaxa os músculos e as articulações, deixa o corpo mais maleável e faz com que a pessoa consiga fazer melhor as posturas sem se machucar”, explica a única professora do studio, Andrea, que se formou com Bikram em Los Angeles.

Mesmo com a repetição intensa dos exercícios, é o calor o principal desafio da Hot Yoga. “É um desafio mental ficar numa sala quente, então a aula tem esse lado de aumentar a força de vontade e a determinação também”, afirma Andrea. Na primeira meia-hora de atividade, é normal os alunos sentirem náuseas, dores de cabeça e tonturas porque o corpo está começando a se aclimatar com o calor. Por isso, ficar sentado e bebendo água durante a aula pode ser comum e não tem problema nenhum.

De acordo com a professora, é preciso entre cinco e 10 aulas para que estes sintomas desapareçam e os resultados mais profundos comecem a ganhar força. “Existem vários estudos americanos que mostram que o corpo aclimatado ao calor funciona de uma forma mais eficiente, consome mais oxigênio, os níveis de estrese caem e tem uma performance bem melhor”, explica Andrea.

A professora ressalta ainda que a aula é um bom termômetro para conhecimento do corpo, já que é a pessoa que define quantas vezes por semana consegue fazer a série de exercícios e, mais que isso, precisa aprender a “ouvir o próprio corpo e observar as reações ao calor”. Para evitar que os efeitos do calor sejam sentidos além da conta é preciso prestar atenção a alguns cuidados, como: ir para a aula hidratado, levar uma garrafa de, no mínimo, um litro de água para a sala, se hidratar ao longo dos 90 minutos e comer alimentos que dão energia cerca de duas horas antes. Alunos com hipertensão, lesões ou doenças crônicas devem avisar ao professor quais limitações possuem para que os movimentos sejam ajustados.

Fonte: Terra

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