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China cria comitê de investigação após escândalo de mercado negro de vacinas

28 mar 2016
11h22
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O governo chinês anunciou nesta segunda-feira a criação de um comitê para investigar a distribuição ilegal de vacinas no mercado negro, descoberto na semana passada e que já rendeu a detenção de mais de 130 pessoas.

O comitê de investigação foi estabelecido pelo Conselho de Estado e é liderado por Bi Jingquan, diretor da Administração de Alimentação e Remédios da China, segundo publica a agência oficial "Xinhua", que acrescenta que a equipe investigadora é formada por membros de vários organismos.

Entre os integrantes do comitê há representantes da Comissão Nacional de Planejamento Familiar, do Ministério da Segurança Pública, do Ministério de Supervisão e do organismo que é dirigido por Bi.

O comitê foi criado depois que as autoridades chinesas anunciaram na semana passada a desarticulação de uma rede que comercializava ilegalmente vacinas desde 2011, e na qual estavam envolvidas pelo menos 30 empresas e 16 centros de vacinação.

Até 130 pessoas foram detidas em relação a este negócio, que era dirigido por uma mãe e sua filha na província oriental de Shandong, também detidas, que compraram as vacinas de maneira legal e ilegal e as vendiam a traficantes e a centros públicos de controle e prevenção de doenças.

As vacinas, avaliadas em 570 milhões de iuanes (US$ 88 milhões), não eram transportadas nas condições necessárias e nem tinham sido refrigeradas adequadamente, por isso que estima-se que podem chegar a causar uma incapacidade ou inclusive a morte.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu hoje à China que reforce seus controles, e o representante do organismo nesse país, Bernhard Schwartländer, pediu às autoridades comunistas que corrijam a "fraqueza" no sistema de distribuição de vacinas para o mercado privado.

Embora Schwartländer tenha destacado que o programa de imunização público na China "é um dos melhores do mundo", colocou em evidência o mercado privado, o único que na segunda economia mundial oferece as injeções para prevenir pneumonia, meningite, pneumococo e rotavírus.

EFE   

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