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Como enxergam os daltônicos? Tire dúvidas sobre a doença

A doença tem três tipos e afeta percepção das cores vermelha, verde e azul

4 abr 2014 18h14
| atualizado em 8/12/2014 às 16h21
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Você sabe exatamente o que é daltonismo e que é possível ser daltônico e não perceber? Já ouviu dizer que atinge mais homens que mulheres? Faz ideia se tem cura ou tratamento? Tire suas dúvidas sobre a doença com informações do oftalmologista Milton Ciongoli, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, e do oftalmologista Marco Cézar Helena, do Hospital Leforte, também na capital paulista.

O que é?
Daltonismo é a alteração da visão de cores. Geralmente, o paciente tem alteração nas células do olho que percebem as cores, chamadas cones. “Existem três tipos de cones, um que percebe mais a cor verde, outro que percebe mais a vermelha e outro que percebe mais a azul”, explicou Helena. A deficiência de um tipo ou mais de cones determina o problema.

Quais as causas do daltonismo?
Normalmente, é uma doença hereditária, mas pode ocorrer em algumas doenças da retina ou do nervo óptico.

Quais são os tipos da doença?
O daltonismo apresenta três tipos: na protanopsia, há deficiência do vermelho; deuteranopsia, verde; tritanopsia, azul. “Geralmente, as deficiências não são puras, ou seja, podem gerar problemas mistos”, acrescentou o oftalmologista Ciongoli.

Como enxergam os daltônicos?
“A deficiência da visão de cor verde é a mais frequente e produz dificuldade de distinção entre as cores verde e vermelha suaves, entre verde e marrom suaves e entre roxo e azul. A deficiência da visão da cor vermelha produz dificuldade na distinção entre as cores marrom e verde-escuro principalmente”, explicou o oftalmologista Helena.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado, normalmente, na fase escolar. Os professores percebem a dificuldade quando passam atividades de pintura e o aluno usa cor diferente da solicitada. A criança deve ser levada a um especialista para fazer testes que comprovem o problema.

É possível ser daltônico e não perceber?
Existe a possibilidade de uma pessoa ser daltônica e não saber. Segundo o oftalmologista Helena, isso ocorre porque o daltonismo pode se manifestar em diferentes intensidades, sendo leve em alguns casos.

Existe tratamento?
O daltonismo é genético e não há tratamento ou cura.

Quais são as adaptações que um daltônico precisa fazer na vida?
Após descoberta da doença, a pessoa pode levar uma vida normal, basta fazer adaptações de acordo com as necessidades do dia a dia. Os pais podem colocar o nome da cor no lápis, ensinar a ordem das cores do semáforo (por exemplo, a cor de cima é vermelha e representa pare). “Em alguns países mais desenvolvidos, os semáforos têm, além da cor, a inicial da letra da cor, para ajudar nesses casos”, explicou o oftalmologista Ciongoli.

Quais as chances de uma pessoa ser daltônica?
A única forma de saber a probabilidade do nascimento de filho daltônico é a realização do aconselhamento genético, feito por um geneticista, que cruza os genes e calcula as chances, como informou Ciongoli.

A maior parte dos casos de daltonismo está associada a um defeito genético presente no cromossomo X. “Estatísticas mostram que, da população total, 8% do público masculino pode manifestar a doença, contra 1% do público feminino”, disse o médico Ciongoli. A explicação para homens serem mais propensos ao problema está justamente no cromossomo X, já que eles têm apenas um, enquanto mulheres têm dois. Assim, se o único cromossomo X do homem for recessivo, já apresenta o problema, enquanto as mulheres teriam que ter os dois recessivos. 

 

 

Fonte: Ponto a Ponto Ideias Ponto a Ponto Ideias
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