Doenças e Tratamentos

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Conheça dez fatores inusitados que fazem mal ao coração

Fatores inusitados podem afetar a saúde do coração
Foto: Getty Images
 

Doenças coronarianas matam milhares de pessoas em todo o mundo anualmente. Só na Inglaterra, estima-se que uma pessoa tenha um ataque cardíaco a cada seis minutos e as causas são as mais variadas possíveis, como fumo, falta de exercícios, obesidade e fatores inesperados. Conheça alguns destes possíveis causadores de males cardíacos, divulgados pelo jornal britânico Daily Mail nesta terça-feira (17).

Ter muitos irmãos
Por incrível que pareça ter muitos irmãos pode ser prejudicial ao coração. Isso acontece porque baixos níveis de testosterona estão ligados às doenças cardíacas e caso a mãe tenha tido muitos filhos anteriormente, o caçula ficou pouco exposto ao hormônio no útero, tendo baixos níveis quando adulto. "Ainda não é muito claro o motivo pelo qual isso acontece", disse David Grainger, da Cambridge University.

Dormir depois da meia noite
Cientistas da Misao Health Clinic, no Japão, descobriram que homens que vão dormir depois da meia noite desenvolvem significativo estreitamento das artérias do que os que dormem cedo. Acredita-se que aqueles que se deitam mais tarde sejam mais estressados e consumam mais álcool, cigarros, açúcares e gorduras - inimigos do coração.

Adultério
Praticar sexo regularmente faz bem para o coração, mas pesquisadores da Universidade de Florença, na Itália, constataram que homens casados que traem têm chances maiores de desenvolver doenças coronarianas.

Um dos motivos seria a vida conjugal infeliz e depressão, que pode ser associada aos problemas cardíacos. Por outro lado, estar em um relacionamento saudável e feliz protege os homens dos males cardiovasculares.

Desidratação
Depois de analisar mais de 20 mil homens e mulheres, cientistas californianos descobriram que aqueles que bebem mais de cinco copos d¿água por dia têm menos chances de morrer de um enfarto ou sofrer de problemas cardíacos que aqueles que bebem menos de dois copos diários.

Teoricamente a desidratação engrossa o sangue, aumentando as chances de enfartar. "Basicamente, não beber água pode ser tão prejudicial ao coração quanto fumar e não praticar exercícios físicos", contou Jacqueline Chan, líder da pesquisa.

Menopausa
Mulheres em menopausa precoce têm o dobro de chances de sofrer um enfarto na velhice, segundo cientistas da Universidade do Alabama, que analisaram 2.500 mulheres que deixaram de menstruar cedo.

O risco se dá porque o estrógeno tem um efeito cardíaco protetor e seus níveis caem muito durante a menopausa. Infelizmente a reposição hormonal com estrógeno sintético não tem a mesma reação protetora no organismo.

Rugas nos lóbulos da orelha
Estudo publicado no jornal médico British Heart Journal destacou que muitas pessoas que morreram subitamente de problemas cardiovasculares possuíam rugas nos lóbulos das orelhas. O fato foi comprovado ainda por cientistas suecos que descobriram que mais de 80% das pessoas abaixo dos 40 anos que tiveram males coronarianos tinham rugas nos lóbulos.

Uma das teorias é que as rugas surgem em decorrência da má formação de vasos sanguíneos que podem também prejudicar o suprimento de sangue ao coração. Todavia, não há relação com as rugas que surgem nos lóbulos com o envelhecimento.

Não tomar vacina de gripe
Os meses mais frios são os que mais acontecem ataques cardíacos, segundo David Grainger, da Cambridge University. "Muitas doenças e infecções surgem neste período, aumentando as inflamações pelo corpo. Para quem tem problemas cardíacos, a vacina da gripe ajuda a reduzir riscos de sofrer um enfarto no inverno", disse.

Outro motivo é a vaso constrição que acontece com o frio, que causa o aumento da pressão arterial.

Sexo desprotegido
A clamídia, que é uma infecção sexualmente transmissível e pode afetar homens e mulheres, pode ser o gatilho de um problema cardíaco, segundo estudos canadenses.

De acordo com os pesquisadores, a clamídia faz o sistema imunológico falar, levando a inflamações cardíacas que endurecem as artérias e causam enfartos. Outras pesquisas têm demonstrado que inflamações pelo corpo têm papel essencial nas doenças cardíacas e no câncer.

Morar sozinho
Cientistas dinamarqueses estudaram 138 mil adultos e descobriram que mulheres acima dos 60 e homens acima dos 50 anos morando sozinhos têm mais chances de ter ataques cardíacos, porque acabam desenvolvendo péssimos hábitos como fumar e ter uma dieta pobre.

Levantar-se depressa
Quem já tem problemas cardiovasculares não deve "pular" da cama no último momento possível, pois os remédios ingeridos na noite anterior já perderam o efeito pela manhã. Além disso, pesquisadores espanhóis descobriram que pessoas que enfartaram pela manhã sofreram até cinco vezes mais danos no coração do que aqueles que tiveram o ataque de tarde, tudo por causa do aumento da pressão arterial quando durante o despertar.

Terra