Doenças e Tratamentos

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07 de setembro de 2012 • 16h55 • atualizado às 16h58

Pessoas casadas sobrevivem mais a câncer de pulmão, diz estudo

Segundo estudo, as mulheres casadas tiveram a melhor taxa de sobrevivência aos tratamentos contra câncer no pulmão, enquanto os homens solteiros apresentaram a pior
Foto: Getty Images

Um estudo revelou que ser casado ou ter um companheiro pode fazer muita diferença em quanto tempo as pessoas sobrevivem depois de fazerem algum tratamento contra câncer no pulmão. As informações são do jornal inglês Daily Mail.

Os cientistas acompanharam 168 pacientes com câncer avançado no pulmão e que eram tratados com quimioterapia e radioterapia por dez anos, entre janeiro de 2000 e dezembro de 2010.  Após três anos de tratamentos, eles concluíram que 33% dos pacientes casados continuavam vivos, comparados aos 10% dos entrevistados solteiros que resistiram às terapias neste mesmo período.

As mulheres casadas tiveram a melhor taxa de vida neste espaço de três anos, com 46%, enquanto os homens solteiros apresentaram o pior número, 3%. Mulheres solteiras e homens casados mostraram as mesmas taxas de sobrevivência.

A etnia foi motivo de analise e foi concluído que as pessoas brancas e casadas tiveram melhores taxas de resultados positivos do que os africanos e americanos que estavam em um relacionamento estável.

A autora do estudo, Elizabeth Nichols, residente em oncologia radiológica no Centro de Câncer Greenebaum da University of Maryland, nos Estados Unidos, comentou o resultado. "O estado civil parece ser um indicador independente muito importante em relação à sobrevivência dos pacientes com câncer localizado de pulmão", informou.

"A razão ainda é desconhecida, mas nossas descobertas sugerem que é imprescindível prever suporte social e cuidados aos pacientes que estão sendo tratados. Eles precisam de cuidados diários durante as atividades e precisamos garantir que eles recebam a atenção devida", explicou a Dra. Nichols.

Ela disse ainda: "nós acreditamos que com melhores cuidados e mecanismos de atenção aos pacientes com câncer, eles podem apresentar um melhor impacto na taxa de sobrevivência do que várias outras técnicas de terapias utilizadas".

"Precisamos continuar com as pesquisas e encontrar novos remédios e tratamentos, mas também encontrar caminhos melhores para o suporte social dos pacientes com câncer", concluiu a oncologista.

O vice-presidente de estudos médicos da University of Maryland, E. Albert Reece, comentou o estudo. "Câncer no pulmão é o número um de causas de morte da doença tanto em homens quando em mulheres, e este estudo sugere que ter um companheiro que possa cuidar do paciente melhora a taxa de sobrevivência dos doentes. Nós precisamos descobrir como mantê-los vivos por mais tempo, com uma melhor qualidade de vida, independente de seu estado civil”.

Terra