A lesão de Cauã não é grave e atingiu o quadril
Foto: TV Globo / João Miguel Júnior / Divulgação
- Fábio Santos
Para entender mais sobre esta lesão, que atinge a estrutura fibrocartilaginosa e que reveste a parte interna do quadril onde o fêmur se encaixa, conversamos com o ortopedista e traumatologista Marcos Britto da Silva, que também é especialista em medicina esportiva, e comentou sobre a lesão.
Terra - A lesão labral no quadril é simples ou complexa?
Marcos Britto da Silva: A lesão do quadril não é uma lesão simples, ela é causada pelo impacto femoroacetabular, que nada mais é do que um choque entre o colo do fêmur e a reborda do acetábulo, que é a parte do quadril onde o osso se encaixa.
Terra - Ela acontece com frequência?
Britto da Silva - A lesão labral é um diagnóstico recente e muitos médicos ainda não conhecem a patologia, porém é uma causa frequente de dor no quadril e algumas vezes de dor irradiada para a coxa.
Terra - O que leva uma pessoa a ter este tipo de lesão?
Britto da Silva - Ela é causada por impacto repetido entre o fêmur e o acetábulo, por isso é mais frequente nos atletas jovens. Existem dois tipos de impacto: CAM quando a deformidade está na cabeça do fêmur, e PINCER quando ocorre impacto entre o colo do fêmur e a reborda acetabular.
Terra - A recuperação é rápida?
Britto da Silva - O tratamento inicial é conservador, porém esse tratamento falha na maioria dos casos quando tratamos atletas. Muitos pacientes requerem cirurgia e nesses casos a recuperação é mais demorada, de algumas semanas.
Terra - É uma lesão típica de atleta, ou qualquer pessoa pode sofrer?
Britto da Silva - Qualquer pessoa pode ter lesão labral, porém é muito mais frequente nos atletas. Inclusive, alguns estudos recentes têm associado o impacto femoroacetabular como sendo um predisponente da artrose do quadril.
Terra - Qual é o perfil do lesionado?
Britto da Silva - O paciente típico é o homem jovem, atleta entre 20 e 40 anos, com pequena dor intermitente no quadril, que piora com as atividades físicas. Em geral, a dor progride lentamente e algumas vezes o paciente relata que a dor surgiu após um pequeno trauma.
- Redação Terra


