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Ex-goleiro Roberto Rojas espera por transplante de fígado em SP

20 fev 2013
13h49
atualizado às 14h29
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O ex-goleiro Roberto Rojas, lembrado pelo episódio da "fogueteira do Maracanã", em que simulou ter sido atingido por um sinalizador numa partida, entre as seleções de Brasil e Chile, sofre de hepatite C e aguarda um transplante de fígado em São Paulo.

A informação foi dada pela imprensa chilena pelo próprio ex-jogador, protagonista de um dos piores escândalos da história do futebol de seu país. Em setembro de 1989, durante uma partida de Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990, ele se cortou a fim de fingir que o artefato atirado da arquibancada o acertou.

Segundo Rojas, considerado um dos melhores goleiros chilenos da história, ele é o número 200 de uma lista de 5 mil pacientes que aguardam um novo fígado, após ter a doença diagnosticada em 2010.

"Me disseram que meu fígado funcionava a 20%", revelou o ex-goleiro, que chegou a ser banido do futebol pelo episódio no futebol, mas depois conseguiu a revogação da decisão e trabalhou no São Paulo como treinador de goleiros e técnico.

"Há quatro meses, não me sentia bem. Estava muito inchado, sem ar. Passei por uma cirurgia com um cateter e me tiraram 11 litros de líquido. Além disso, pelos remédios, às vezes sentia muita dor de cabeça", relatou.

Revelado pelo já extinto Deportivo Aviación, Rojas, atualmente com 55 anos, se consagrou no Colo-Colo e depois se transferiu para o São Paulo, pelo qual venceu o Campeonato Paulista em 1987 e 1989.

Como treinador, além do Tricolor paulista, o chileno comandou também o Ituiutaba (atual Boa Esporte, de Minas Gerais) e o Guaraní, do Paraguai. Seu último trabalho foi como preparador de goleiros do Sport, em 2009.

"Eu gostaria de estar trabalhando em alguma coisa, mas não posso, pelo tratamento. É complicado. Até poderia ser assistente técnico ou inclusive técnico, ou então comentar futebol no rádio ou na televisão, em atividades que não requeiram um grande esforço físico", disse.

Rojas contou que recebeu algumas propostas, mas que, segundo ele, não passavam de promessas. Mesmo assim, ele garantiu: "continuarei local".

Por fim, o ex-jogador informou ter recebido apoio de dirigentes do Colo-Colo, como o presidente do clube de Santiago, Carlos Tapia, e o gerente esportivo, Juan Gutiérrez.

"Tapia me disse que o clube estava à minha disposição no que eu possa necessitar, e o agradeço publicamente", concluiu Rojas, que, segundo o perfil oficial do Colo-Colo no Twitter, viajará ao Chile em março.

EFE   

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