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16 de abril de 2012 • 08h51

Relação programada é a técnica mais simples para engravidar

O coito programado, ou relação sexual programada, é considerado a técnica de reprodução assistida mais simples
Foto: Shutterstock / Especial para Terra
 

O coito programado, ou relação sexual programada, é considerado a técnica de reprodução assistida mais simples. A paciente só precisa se submeter a medicações e ultrassonografias transvaginais. A fecundação é feita por meio de relações sexuais normais, em especial no período de ovulação.



Assim como no caso das outras técnicas de reprodução assistida, a relação programada deve ser indicada por um especialista. O médico vai receitar o tratamento de acordo com a idade da paciente e os com os resultados dos exames do casal. "É durante as consultas que vamos analisar qual é o melhor tratamento para o casal", explica Augusto Bussab, especialista em reprodução humana da clínica Dr. Augusto Bussab, de Osasco (SP).



Passo a passoPara iniciar o tratamento, a paciente vai passar pela estimulação ovariana que é feita por meio de medicamentos a base de hormônios. Essa estimulação começa nos primeiros dias do ciclo menstrual. Para acompanhar a evolução dos folículos, a mulher terá que ir periodicamente à clínica e será submetida a ultrassonografias transvaginais. É por meio desse exame que os médicos sabem qual é a hora certa de marcar a relação.



Quando o especialista percebe que os folículos estão maduros, a paciente toma um hormônio que estimula a maturação do folículo e as relações sexuais serão programadas, normalmente, com intervalos de dois em dois dias.



Passados 14 dias depois da ovulação, a paciente retorna à clínica para fazer o esperado teste de gravidez. Se o resultado for positivo, ela segue para o pré-natal. Caso contrário, o tratamento pode ser repetido no próximo ciclo menstrual da mulher.



Segundo o especialista, a relação programada é receitada por no máximo três ciclos. Se dentro desse período a paciente não engravidar, o casal será transferido para outra técnica de reprodução assistida.



Gravidez múltipla

De acordo com Bussab, o risco de gravidez múltipla deve ser analisado. É necessário que o médico acompanhe a evolução dos folículos: quanto mais folículos maduros, maiores são as chances da gestação gemelar.



"Se a paciente tiver cinco folículos maduros, por exemplo, oriento o casal a manter o coito apenas com preservativo, pois o risco de gravidez múltipla é alto", esclarece o médico.



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