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"Quem sofre de enxaqueca, se não se cuidar, terá graves prejuízos pessoais e profissionais", afirma a neurologista Carla Jevoux, da Sociedade Brasileira de Cefaléia. Segundo ela, há estudos que mostram que a síndrome, que reduz a capacidade de concentração, é causa comum de faltas ao trabalho, de redução da produtividade e de comprometimento de ganhos potenciais. "Pacientes com esse tipo de cefaléia podem se aposentar mais cedo ou ser preteridos em promoções. Além disso, apresentam maior índice de desemprego", acrescenta.
A enxaqueca, que acomete 17% das mulheres e apenas 6% dos homens, acentua-se com a atividade física e a movimentação da cabeça, o que faz com que a pessoa busque o repouso. As crises duram de 4 horas a 3 dias, se não tratadas.
"A enxaqueca é uma desordem herdada geneticamente que torna o cérebro mais sensível a vários estímulos. É por esse motivo que quem sofre de enxaqueca diz ter crises desencadeadas por fatores como emoções, jejum prolongado, alterações dos hábitos de sono (dormir pouco ou demais), determinados alimentos ou bebidas, exposição à luz ou calor intensos", relata a médica.
Carla afirma que, além dos episódios repetidos de dor de cabeça - com forte e latejante intensidade, em lados alternados da cabeça -, sintomas como náusea, vômito, intolerância à luz, aos ruídos e aos odores fazem parte das crises de quem sofre dessa síndrome.
A especialista ressalta que os pacientes, quando tratados adequadamente, pelo tempo necessário e com um relato diário da dor, podem evoluir para uma melhoria de todos os sintomas e até a cura da enxaqueca.
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