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Sexta, 28 de julho de 2006, 14h32 
Dinamarqueses e suíços são mais felizes, diz estudo
 
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A Universidade de Leicester, na Inglaterra, fez o primeiro "mapa mundial da felicidade", segundo o qual os dinamarqueses e os suíços são os mais felizes, com zimbabuanos e burundineses nos postos mais baixos e brasileiros em 81º lugar entre os países que entraram no ranking.

O mapa foi elaborado pelo especialista em psicologia social Adrian White, que baseou sua análise na expectativa de vida, bem-estar econômico e acesso à educação da população.

White usou dados publicados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) - entre outros órgãos - para ilustrar as diferenças internacionais sobre nível de felicidade. O mapa reúne 177 países, é baseado em mais de cem estudos publicados no mundo todo e nas respostas sobre este tema de cerca de 80 mil pessoas.

Depois da população da Dinamarca e da Suíça, os mais felizes são os cidadãos da Áustria, Islândia, Bahamas, Finlândia e Suécia, enquanto entre os primeiros vinte também estão Costa Rica (13º), Holanda (15º), Malásia (17º) e Noruega (19º).

Segundo o estudo, os brasileiros ficaram em 81º lugar no "mapa da felicidade". Os cidadãos britânicos se situaram em 41º lugar, e os americanos em 23º no ranking dos mais felizes.

Entre os países latino-americanos, estão na lista Argentina (56º), Bolívia (117º), Chile (71º), Colômbia (34º), Cuba (83º), República Dominicana (42º), Equador (111º), El Salvador (61º), Guatemala (43º), Honduras (37º), México (51º), Nicarágua (85º), Panamá (39º), Paraguai (75º), Peru (115º), Uruguai (87º), Venezuela (25º).

Segundo a Universidade de Leicester, apesar de o estudo abordar uma área muito subjetiva, a análise é bastante confiável. O autor do mapa acredita que a colaboração entre especialistas de diversos países permitiria estabelecer as mudanças de felicidade da população e quais os fatores da modificação no estado de ânimo. "O conceito de felicidade, ou satisfação na vida, é atualmente uma ampla área de pesquisa na economia e na psicologia", disse White.

O nível de felicidade está mais associado à saúde das pessoas, ao bem-estar econômico relacionado ao Produto Interno Bruto de um país e ao acesso à educação secundária, segundo o estudo. Os entrevistados disseram que davam prioridade à saúde, seguida pela situação econômica e, por último, a educação.

As três variáveis estão muito ligadas entre si, o que evidencia a interdependência destes três fatores, disse White. "Há uma crença de que o capitalismo gera pessoas infelizes. No entanto, quando as pessoas foram perguntadas se eram felizes, havia mais probabilidade que pessoas de países com boa saúde, alto Produto Interno Bruto per capita e acesso à educação afirmarem que são felizes", disse o analista em psicologia social.

A Universidade de Leicester espera divulgar detalhes deste mapa em setembro, em uma publicação especializada em psicologia - cujo nome não revelou - e em uma conferência sobre psicologia, prevista para o final do ano.
 

EFE

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