No slow movement, a meditação é uma das práticas que ajuda a desacelerar
Foto: Terra
Uma filosofia que vai contra a corrente do mundo moderno está mudando a vida de muita gente em diversos países. É o slow movement (movimento "devagar"). No mundo da pressa, essa filosofia prega que façamos tudo no ritmo certo.
» Dicas de Honoré para praticar o Slow Movement
Um dos precursores do movimento é Jean Carl Honoré, jornalista e escritor pai de dois filhos de 7 e 4 anos. Foram justamente seus filhos que o fizeram perceber que sua velocidade na vida estava passando dos limites. Ele lia histórias para eles com pressa, sem paciência. Até que se viu pensando em comprar uma coleção que permitia contar as histórias em apenas um minuto.
"Estava tentando fazer mais e mais coisas em cada vez menos tempo: era quantidade antes de qualidade em tudo, todos os momentos do dia eram uma corrida contra o relógio", diz. A solução foi cortar da agenda tudo o que achou que estava sobrando: ele começou a ver menos TV, ter menos atividades esportivas.
Começou, também, a fazer diversas pausas durante o trabalho e a praticar meditação diariamente. As histórias para os filhos duram agora 45 minutos e eles dizem que seu pai é o melhor contador de histórias do planeta.
"Eu sinto que estou vivendo minha vida em vez de correr por ela", conta. A experiência foi tão positiva que ele reuniu em um livro. Devagar - Como um movimento mundial está desafiando a cultura da velocidade (Ed Record), se tonou bestseller em diversos países.
A diferença, diz Honoré, é que ele agora tenta fazer as coisas o melhor possível em vez de fazê-las o mais rápido possível. O que não significa, de forma alguma, ter preguiça. "A velocidade não é um mal em si", defende. "Temos que encontrar equilíbrio: momentos de velocidade, momentos de vagareza e momentos em que você está completamente parado."
Desacelerar é difícil - Honoré reconhece que a velocidade é uma droga de nosso tempo. Aceleramos por um vício do corpo, para evitar pensar sobre questões profundas e porque ser rápido é sinônimo de prestígio na nossa cultura. Então, desacelerar é difícil.
"Uma ironia é que nós somos tão impacientes hoje que até queremos desacelerar rápido! Leva tempo", diz. "Mas quando você percebe que velocidade não é sempre bom, que muito da nossa pressa não faz sentido (como correr para chegar rápido ao farol vermelho) então é possível ir mais devagar".
Para quem quer tentar, ele enumera uma série de atitudes necessárias. A primeira é eleger prioridades na vida profissional e pessoal - não dá para fazer tudo de uma vez, e é preciso aceitar isso. Dessa forma, sobra tempo para se concentrar no que é importante.
Quando estamos muito acelerados, comemos mal, não temos tempo para descansar, erramos no trabalho por causa da correria e perdemos relacionamentos por não darmos atenção suficiente para eles.
"Viver devagar significa fazer tudo melhor e aproveitar mais. Você é mais saudável porque seu corpo tem tempo para descansar, mais produtivo no trabalho porque está relaxado, concentrado e mais criativo. E seus relacionamentos são mais fortes porque você pode dedicar sua completa atenção para as pessoas", defende Honoré. Vale tentar?
» Dicas de Honoré para praticar o Slow Movement
Um dos precursores do movimento é Jean Carl Honoré, jornalista e escritor pai de dois filhos de 7 e 4 anos. Foram justamente seus filhos que o fizeram perceber que sua velocidade na vida estava passando dos limites. Ele lia histórias para eles com pressa, sem paciência. Até que se viu pensando em comprar uma coleção que permitia contar as histórias em apenas um minuto.
"Estava tentando fazer mais e mais coisas em cada vez menos tempo: era quantidade antes de qualidade em tudo, todos os momentos do dia eram uma corrida contra o relógio", diz. A solução foi cortar da agenda tudo o que achou que estava sobrando: ele começou a ver menos TV, ter menos atividades esportivas.
Começou, também, a fazer diversas pausas durante o trabalho e a praticar meditação diariamente. As histórias para os filhos duram agora 45 minutos e eles dizem que seu pai é o melhor contador de histórias do planeta.
"Eu sinto que estou vivendo minha vida em vez de correr por ela", conta. A experiência foi tão positiva que ele reuniu em um livro. Devagar - Como um movimento mundial está desafiando a cultura da velocidade (Ed Record), se tonou bestseller em diversos países.
A diferença, diz Honoré, é que ele agora tenta fazer as coisas o melhor possível em vez de fazê-las o mais rápido possível. O que não significa, de forma alguma, ter preguiça. "A velocidade não é um mal em si", defende. "Temos que encontrar equilíbrio: momentos de velocidade, momentos de vagareza e momentos em que você está completamente parado."
Desacelerar é difícil - Honoré reconhece que a velocidade é uma droga de nosso tempo. Aceleramos por um vício do corpo, para evitar pensar sobre questões profundas e porque ser rápido é sinônimo de prestígio na nossa cultura. Então, desacelerar é difícil.
"Uma ironia é que nós somos tão impacientes hoje que até queremos desacelerar rápido! Leva tempo", diz. "Mas quando você percebe que velocidade não é sempre bom, que muito da nossa pressa não faz sentido (como correr para chegar rápido ao farol vermelho) então é possível ir mais devagar".
Para quem quer tentar, ele enumera uma série de atitudes necessárias. A primeira é eleger prioridades na vida profissional e pessoal - não dá para fazer tudo de uma vez, e é preciso aceitar isso. Dessa forma, sobra tempo para se concentrar no que é importante.
Quando estamos muito acelerados, comemos mal, não temos tempo para descansar, erramos no trabalho por causa da correria e perdemos relacionamentos por não darmos atenção suficiente para eles.
"Viver devagar significa fazer tudo melhor e aproveitar mais. Você é mais saudável porque seu corpo tem tempo para descansar, mais produtivo no trabalho porque está relaxado, concentrado e mais criativo. E seus relacionamentos são mais fortes porque você pode dedicar sua completa atenção para as pessoas", defende Honoré. Vale tentar?
- Redação Terra



