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O que é?
O glaucoma é uma doença causada principalmente por aumento da pressão dentro do olho. Essa pressão, chamada pressão intra-ocular, danifica o nervo óptico, podendo levar à cegueira.

Existem três tipos de glaucoma:

Congênito - quando a criança já nasce com a doença, que pode ser diagnosticado pelo pediatra a partir de exame no globo ocular.

Agudo - um olho normal sofre aumento grande e repentino da pressão intra-ocular, causando intensa dor ocular.

Crônico ou primário - corresponde a 80% dos casos. O aumento da pressão intra-ocular é progressivo e assintomático.

Cerca de 2% da população mundial acima de 40 anos sofre de glaucoma. No Brasil há cerca de 900 mil glaucomatosos.

Como age
O olho humando tem uma série de estruturas internas que, para permanecerem devidamente posicionadas, precisam ser mantidas sob uma pressão interna ideal. Quando essa pressão interna se eleva em excesso, prejudica a o fluxo de sangue no olho e, em conseqüência, dificulta a nutrição dessas estruturas.

A relação entre glaucoma e o aumento da pressão intra-ocular acontece porque a doença dificulta o fluxo do humor aquoso, líquido que circula no interior do olho. O acúmulo desse líquido no olho acarreta o aumento da pressão.

Diagnóstico e sintomas
A grande dificuldade no sentido de evitar que os portadores de glaucoma fiquem cegos está no diagnóstico. A pessoa vai perdendo a visão muito lentamente e, exatamente por ser um processo vagaroso, o indivíduo vai se acostumando involuntariamente à nova situação. Olhando para frente, consegue ver nitidamente os objetos distantes, mas não enxerga o que está nas laterais. "É como se a pessoa visse através de um tubo", explica Paulo Augusto de Arruda, Diretor Científico da Associação Brasileira dos Portadores de Glaucoma Seus Amigos e Familiares (Abrag). Nos estágios mais avançados, a visão central também é prejudicada.

Formas de tratamento
O glaucoma é uma doença crônica e incurável. Na maioria dos casos, o problema pode ser controlado com tratamento correto. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores as chances de se evitar a perda total da visão.

Segundo Paulo Augusto de Arruda, "quando se fala de glaucoma, a grande vilã é a pressão do olho". A primeira medida a ser tomada, no caso do glaucoma crônico, é o uso de colírio para controlar a pressão intra-ocular. Uma vez diagnosticada a doença, a pessoa terá de usar o colírio a vida inteira, já que o glaucoma não tem cura.

Quando o colírio não é suficiente para baixar os níveis de pressão, adere-se à terapia a laser. A terceira tentativa é a cirurgia. Como trata-se de um procedimento arriscado e como a doença pode voltar a desenvolver-se, não se recomenda a cirurgia de imediato, mas somente quando as demais formas de tratamento não são suficientes.

Atenção: O glaucoma não apresenta sintomas específicos. Por isso, não espere sentir dores ou perceber alterações na visão para aí procurar um oftalmologista.

Causas e prevenção
As causas do glaucoma são desconhecidas. Não se sabe se existe influência do ambiente ou da alimentação. Por conta disso, não existe prevenção, mas sim a busca do diagnóstico precoce da doença, uma vez que, quanto mais cedo o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento para impedir a perda da visão.

Existem grupos que são considerados de risco em se tratando de glaucoma: idade avançada, diabéticos, hipertensos, altos míopes (acima de seis graus), negros ou quem tenha casos de glaucoma na família. Essas pessoas têm de fazer visitas periódicas ao oftalmologista, nas quais ele fará a medição da pressão ocular. Cerca de 20% dos glaucomatosos têm parentes com a mesma doença.

Quem não estiver enquadrado em nenhum desses grupos, deve fazer visitas normais ao oftalmologista para prevenção deste ou de outros problemas do olho e da visão.

A quem recorrer
O diagnóstico definitivo do glaucoma só é feito medição da pressão ocular por parte de um oftalmologista.

Observação importante: De acordo com pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cerca de 27% das pessoas que usam colírio não o fazem da forma correta. O oftalmologista Paulo Augusto de Arruda ensina: "Olhando para cima, o paciente puxa um pouco da pálpebra inferior para baixo e pinga duas gotas do colírio entre a pálpebra e o olho".

Com informações do oftalmologista Paulo Augusto de Arruda Mello, Professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Diretor Científico da Associação Brasileira dos Portadores de Glaucoma Seus Amigos e Familiares (Abrag).
 

Redação Terra
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