|
Como não se conhecem as causas da síndrome dos ovários policísticos (SOP), tratam-se os efeitos da doença. Por exemplo: aumento de pêlos, receita-se medicamento para reduzir a produção ou é feito tratamento estético. O aumento de peso é tratado com dieta. A mulher que pára de menstruar passa a tomar pílula anticoncepcional.
A taxa de sucesso na melhora de qualquer sintoma em particular varia de acordo com o tratamento e, em alguns casos, com a população tratada. Deve-se lembrar que alguns tratamentos são mutuamente exclusivos. Como exemplo, pode-se citar que o desejo de fertilidade evita o tratamento do hirsutismo (excesso de pêlos), já que os medicamentos utilizados para o tratamento desse problema podem causar alterações no feto.
Se a fertilidade não é objetivo imediato, primeiramente realiza-se o manejo dos sintomas de hirsutismo, acne e oligomenorréia (diminuição do fluxo menstrual) e, em segundo lugar, procede-se à avaliação e melhora dos riscos à saúde, dos quais os mais importantes são a doença cardiovascular e a diabete.
O sangramento uterino difuncional e a anovulação devem ser tratados com progestogênios.
O tratamento do excesso de androgênios deve ser direcionado à supressão da origem da produção anormal de androgênios, o que pode ser conseguido com contraceptivo oral de baixa dosagem ou agentes antiadrogênicos. Para os casos de infertilidade, utiliza-se medicamentos para indução da ovulação.
O objetivo principal em todas as mulheres obesas com hiperandrogenismo causado pela SOP é a perda de peso. O tratamento, no caso, é com dieta e exercícios, que promovem melhora da sensibilidade à insulina e podem também resultar na diminuição dos níveis circulantes de androgênios e resolução espontânea das menstruações.
No entanto, como não existem tratamentos efetivos que resultem em perda de peso permanente, estima-se que cerca de 90% a 95% das mulheres obesas que perderam peso apresentarão recaídas.
|