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Alivie as dores na coluna com quiropraxia
 
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Quiropraxia diagnostica e trata desvios na coluna
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Você já pensou em se livrar daquela indesejável dor nas costas sem tomar um remédio sequer? Ou em deixar de sofrer de hérnia sem precisar se submeter a uma cirurgia? Esses e outros 'milagres' já são possíveis graças à quiropraxia. Reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a técnica se propõe a diagnosticar e tratar desvios da coluna vertebral, fazendo com que eles voltem à posição original, através da manipulação e alinhamento das articulações.

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"Resolvemos até 95% dos casos. Os 5% restantes encaminhamos para ortopedistas e reumatologistas. O tratamento é multidisciplinar. É importante unir forças em busca de uma melhor qualidade de vida para o paciente", afirma Marcus Barros, fisioterapeuta com especialização em quiropraxia.

Como tratar os desvios
Fisioterapeuta há cinco anos e quiropraxista há dois, Marcus explica que a técnica se concentra na relação entre coluna vertebral e sistema nervoso central. Segundo ele, certos desvios nas articulações podem interferir no funcionamento da coluna, de músculos e nervos. "Tais 'desvios' surgem pelos mais variados motivos: de acidentes domésticos e má alimentação a posição inadequada ao dormir e falta de atividade física. É impressionante como tudo está relacionado à coluna. Até e principalmente o que a gente pensa que não está", completa Felipe Blumenberg, que divide consultório com Marcus em Ipanema.

A engenheira Elisabeth Borchert, 52 anos, garante que tentou de tudo para livrar-se de uma hérnia de disco na coluna cervical. "Fiz mais de 20 sessões de fisioterapia", contabiliza. O pescoço deixou de incomodar quando ela resolveu experimentar a quiropraxia.

"Os demais tratamentos são bons, mas os resultados demoram a aparecer. Quando eles me estalam toda, sinto um alívio inacreditál", brinca Elisabeth, que voltou ao consultório para tratar de uma tendinite no ombro.

Técnica regulamentada em mais de 70 países
O fundador da quiropraxia foi o canadense Daniel David Palmer. Autodidata, promoveu a primeira 'manipulação quiroprática' em 1895, quando corrigiu o problema de audição de um paciente, Harvey Lillard, com o simples alinhamento de uma vértebra da coluna. A palavra quiropraxia, cunhada por Palmer, é derivada do grego: quiro significa 'mão' e práxis, 'praticar'.

A quiropraxia já é regulamentada em mais de 70 países, como EUA, Canadá, Inglaterra, África do Sul e Austrália. No Brasil, a profissão ainda não é regulamentada, mas já está incluída no Código Brasileiro de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho. Até o momento, apenas profissionais formados em Fisioterapia estão aptos a exercer a técnica da quiropraxia.

Na América Latina, apenas Brasil e México possuem cursos de nível superior em quiropraxia. O ensino no Brasil teve início em 1998, quando o Centro Universitário FEEVALE, em Novo Hamburgo (RS), criou um curso de pós-graduação para profissionais da área de saúde. Atualmente, a Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, também oferece o curso.

Um método diferenciado
O grande diferencial da quiropraxia, segundo os especialistas, é enfatizar o poder do corpo de se recuperar espontaneamente de lesões ou traumas, sem o uso de remédios ou cirurgias. "Antes de mais nada, é preciso investigar a origem do problema. Se o paciente sofre de dor lombar, por exemplo, vamos tentar descobrir o porquê disso. Cirurgia só é recomendável em último caso, quando não houver mais possibilidade de cura pelo método convencional", diz Marcus.

Segundo ele, a consulta quiroprática consiste numa espécie de 'investigação'. Muitas vezes, a origem de determinada lesão só é identificada na terceira ou quarta sessão. Para tanto, os quiropraxistas se utilizam de muita conversa - para levantar o histórico do paciente - e, principalmente, 'apalpação'.

"Em alguns casos, o paciente atribui uma determinada dor a um tipo de problema que não corresponde à realidade. Só depois de muito investigar é que descobrimos que a origem do problema, na verdade, era outro diferente", salienta.

Tratar as causas
Mas as sessões de quiropraxia não terminam simplesmente com a aparente resolução do problema. "Temos a preocupação de tratar as causas. Daí, a necessidade de estabilizar e fortalecer as articulações afetadas. Até mesmo para o paciente não apresentar o mesmo problema depois", enfatiza Felipe.

Não são raras as vezes em que os especialistas complementam o tratamento quiroprático com exercícios físicos, reeducação postural e orientação nutricional. "Em alguns casos, o paciente precisa até reaprender a andar", diz Marcus.

A quiropraxia não lembra as massagens convencionais, sessões de acupuntura ou exercícios de Reeducação Postural Global (RPG). "A quiropraxia visa ao mesmo resultado do RPG. A diferença é que a duração do tratamento quiroprático é menor", assegura Felipe.
 
O Dia

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