A circuncisão pode reduzir em 50% o risco de transmissão do HIV, segundo estudo divulgado no 16º Congresso Internacional sobre a Aids, realizado em agosto em Toronto. A pesquisa do Grupo Mundial de Trabalho de Prevenção do HIV, uma equipe de 50 especialistas, é apoiado por Bill e Melinda Gates.
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Infectologistas brasileiros reconhecem que circuncisão pode diminuir as chances de transmissão. Para Gustavo Loubet Guimarães, especialista em doenças infecciosas pela USP, a circuncisão deixa a mucosa da glande mais resistente, pois o prepúcio é retirado e a glande fica exposta sempre, não apenas durante a relação sexual. "Assim há menos chances de que ocorram micro-fissuras ou micro-traumas, por onde o vírus HIV pode infectar o indivíduo".
O infectologista e professor adjunto da Unifesp Adauto Castelo Filho disse que a circuncisão diminui a exposição dos linfócitos, células utilizadas pelo vírus HIV para contaminar o indivíduo, que são abundantes na região do prepúcio.
"No futuro pode ser possível que os médicos recomendem a circuncisão aos meninos por uma questão de saúde. Além do HIV, o indivíduo tem menos chances de ter câncer no pênis", diz Guimarães. "Mas precisamos deixar bem claro que o indivíduo não fica imune ao vírus HIV e, portanto a prevenção tem que ser a mesma."
Em 25 anos, a Aids atingiu 65 milhões de pessoas, das quais 25 milhões morreram. Cerca de 39 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com a doença ou são soropositivas. Em 2005 foram registrados 4,1 milhões de novos contágios e morreram 2,8 milhões de pessoas. Até agora não existe cura para a Aids, apenas tratamentos com remédios anti-retrovirais para reduzir os níveis de HIV a níveis administráveis. A busca por uma vacina ainda não deu resultados.
(Com informações da AFP)
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Infectologistas brasileiros reconhecem que circuncisão pode diminuir as chances de transmissão. Para Gustavo Loubet Guimarães, especialista em doenças infecciosas pela USP, a circuncisão deixa a mucosa da glande mais resistente, pois o prepúcio é retirado e a glande fica exposta sempre, não apenas durante a relação sexual. "Assim há menos chances de que ocorram micro-fissuras ou micro-traumas, por onde o vírus HIV pode infectar o indivíduo".
O infectologista e professor adjunto da Unifesp Adauto Castelo Filho disse que a circuncisão diminui a exposição dos linfócitos, células utilizadas pelo vírus HIV para contaminar o indivíduo, que são abundantes na região do prepúcio.
"No futuro pode ser possível que os médicos recomendem a circuncisão aos meninos por uma questão de saúde. Além do HIV, o indivíduo tem menos chances de ter câncer no pênis", diz Guimarães. "Mas precisamos deixar bem claro que o indivíduo não fica imune ao vírus HIV e, portanto a prevenção tem que ser a mesma."
Em 25 anos, a Aids atingiu 65 milhões de pessoas, das quais 25 milhões morreram. Cerca de 39 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com a doença ou são soropositivas. Em 2005 foram registrados 4,1 milhões de novos contágios e morreram 2,8 milhões de pessoas. Até agora não existe cura para a Aids, apenas tratamentos com remédios anti-retrovirais para reduzir os níveis de HIV a níveis administráveis. A busca por uma vacina ainda não deu resultados.
(Com informações da AFP)
- Redação Terra





