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Ana Maria Rossi/Isma-BR
Assim como nas competições esportivas, a concorrência acirrada que se trava no mercado de trabalho e a diferença entre vitória e derrota passam pela capacidade de cada um controlar sua mente e suas emoções, principalmente, quando sob intenso estresse. O autocontrole não se aprende em cursos de especialização ou se obtém através de tecnologia de ponta. Por isso as empresas têm muito a aprender com os esportistas. Na cartilha de quem pratica esportes é lição primária que um excelente rendimento acontece por um conjunto de fatores: alimentação, tempo para treinar e também para descansar. O respeito aos dias de relaxamento é uma máxima dentro dessa área. Essa mesma orientação precisa ser seguida por qualquer um fora das quadras, piscinas e gramados - da dona de casa que tem um dia abarrotado de tarefas domésticas ao executivo, que vaga de reunião em reunião. É o que se chama "atleta corporativo". O vôlei é um bom exemplo disso. O trabalho é em equipe e, durante uma partida, os níveis de hormônios relacionados ao estresse são altíssimos. O estresse, neste caso, tem efeito positivo. Ajuda a saltar mais alto, correr mais rápido. O mesmo acontece na sala do pronto-socorro de um hospital, na mesa de câmbio de um banco, na redação de um jornal, no trânsito caótico das cidades grandes. E esta combinação de tensão, cobranças e atividades múltiplas - mentais ou físicas - minam o sistema de defesa do corpo. As técnicas mais modernas de alto desempenho consideram a pessoa holisticamente - sua capacidade física, emocional, mental e espiritual. A grande maioria dos profissionais não é treinada como um atleta de elite para suportar uma grande demanda física e emocional por períodos prolongados. Isso se explica porque alguns profissionais se estimulam e crescem quando sob forte pressão, enquanto outros ficam física e/ou emocionalmente mutilados. É por isso que dormir bem, ter horas livres para sair com os amigos ou curtir a família fazem parte, sim, da vida profissional. É o contra peso da correria do dia-a-dia. O modelo de profissional workaholic, aquele tipo viciado em trabalho e que era visto como promissor na década de 80, é hoje avaliado com reservas. Isso porque ele só gasta energia. Um dia pode explodir, o que se traduz em crises de dor de cabeça, gastrite, insônia, hipertensão, ansiedade, depressão. O grande dilema desta década é manter o alto desempenho e preservar a saúde. Teve uma semana estressante? Novas metas no trabalho, tarefas acumuladas em casa? Então não deixe seu final de semana com excesso de compromissos. Lembre-se: repor energia é tão importante quanto usá-la.
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