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Em vez de restringir alimentos calóricos, contar ponto a ponto cada item consumido durante o dia. É essa a premissa da Dieta dos Pontos, criada há cerca de 30 anos pelo endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).
Como funciona?
A dieta segue uma tabela que converte os valores calóricos dos alimentos em pontos. A partir de um limite a ser determinado por um médico ou nutricionista, você tem de anotar absolutamente tudo o que come. "A pontuação individual é calculada dependendo da altura, sexo, idade, hábitos alimentares e atividades físicas", explica a nutricionista Analucia Giusti Costa.
» Conheça os pontos de cada alimento
O controle dos alimentos tem de ser bastante rigoroso. Até mesmo uma balinha precisa ser contabilizada. Não há restrição de nenhum alimento, desde que não sejam ultrapassados os pontos pré-estabelecidos. Ou seja, você pode comer uma barrinha de chocolate, que vale 45 pontos, mas terá de compensar no decorrer do dia consumindo alimentos que valem menos pontos, como a maçã (14 pontos), por exemplo.
A idéia é deixar a pessoa livre para consumir os alimentos que gosta, desde que numa quantidade adequada. O controle acaba sendo mais da quantidade do que na qualidade dos alimentos.
Desvantagens:
Se por um lado a liberdade de escolha dos alimentos torna a Dieta dos Pontos tentadora, por outro ela pode tornar-se danosa à saúde. A Dieta dos Pontos vai de encontro ao que se entende por dieta balanceada, nos quais os alimentos devem ser distribuídos proporcionalmente entre carboidratos, gorduras e proteínas.
A nutricionista Marília Fernandes, especialista em Nutrição em Saúde Pública pela Escola Paulista de Medicina faz críticas à dieta:
"O foco está apenas no valor calórico dos alimentos e não no valor nutricional. Se privarmos nosso organismo de nutrientes essenciais ao seu perfeito funcionamento, podemos acabar desenvolvendo a 'fome oculta', que, a longo ou médio prazos, pode acarretar uma série de doenças, como osteoporose, diabetes, problemas cardiovasculares e hipertensão, por exemplo."
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