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| Vida e Saúde |
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Sexta, 18 de maio de 2007, 17h15 Estudo mostra que 67% das jovens não gostam do próprio corpo |
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As dietas radicais são cada vez mais comuns na vida das adolescentes. Pesquisa realizada pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo , no Hospital das Clínicas, apontou que 67% das jovens não gostam do seu próprio corpo. O estudo, que acompanhou meninas entre 10 e 20 anos durante 12 meses, mostrou que 75% delas só fazem uma ou, no máximo, duas refeições a cada dia.
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Na busca pelo corpo ideal, as adolescentes diminuem a qualidade de sua alimentação sem se preocupar com a saúde. Muitas deixam de tomar café da manhã ou almoçam tarde, para não precisar jantar nem lanchar.
A estudante Gabriela Fado, 20 anos, não poupa esforços para perder algumas gordurinhas. "Quando quero emagrecer rápido, almoço apenas duas salsichas e um ovo cozido. Se sinto fome durante o dia, chupo gelo, masco chiclete ou bebo água. Faço qualquer coisa, menos comer", conta.
De acordo com a coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, Albertina Takiuti, as jovens são bem informadas, mas preferem cuidar da aparência: "O desejo de emagrecer é maior do que a importância que dão a qualquer informação. Poderiam fazer exercícios físicos, mas acham que deixar de comer traz resultados estéticos mais rápidos".
A vontade de emagrecer é tão grande, que nem quando passam mal as meninas abrem mão da dieta radical. "Mesmo quando se sentem tontas, preferem não tomar água com açúcar. Dizem que tem muitas calorias", explica a médica.
Aparência e auto-estima
A insatisfação com o corpo pode trazer sérias conseqüências para a vida social das jovens. A pesquisa mostrou que 37% delas sentem vergonha de sua aparência e apresentam baixa auto-estima. De acordo com Albertina Takiuti, quando começam a se sentir inferiores, os adolescentes mudam seu comportamento. "Deixam de ir à praia , não vão a festas e preferem ficar isolados em casa, conversando apenas pela Internet".
Quando não se sentem satisfeitas com o corpo, as jovens tornam-se frágeis, e é fundamental o apoio da família. "É necessário que os pais dêem créditos ao sofrimento dos filhos e não achem que é uma bobagem típica dos adolescentes", afirma a médica.
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O Dia
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