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Segunda, 11 de junho de 2007, 18h34 
Novas regras devem melhorar qualidade do protetor solar
 
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O governo dos Estados Unidos está terminando uma longa lista de regras para melhorar a classificação dos protetores solares, o que deve melhorar a qualidade dos produtos e aumentar a proteção dos consumidores contra quimaduras e câncer.

A FDA (Food end Drug Admnistration) quer que os protetores sejam classificados não só pelo quanto bloqueiam os raios ultravioletas-B, que causam queimaduras - atualmente classificação SPF - mas pelo tanto que eles protegem contra penetração mais profunda dos ultravioletas-A, raios que estão ligados ao câncer e rugas.

"As regras propostas estão sob uma revisão final e devem ser lançadas em semanas", disse o diretor da FDA. Além disso, os protetores solares não serão nada diferentes do que são agora. A proposta será seguida de um período de comentários do público antes de entrar em vigor.

Nova pesquisa sobre como o sol e a genética interagem aponta para um possível passo mais importante que os consumidores podem tomar para protegerem seus filhos: checar a previsão do tempo para o índice de UV do dia na cidade, para aprender quando ficar em locais fechados ou na sombra.

Por quê? Onde você mora, não a costumeira praia de férias, determina a maior parte da sua exposição aos raios UV - aquele passeio na hora do almoço, a hora do recreio das crianças na escola ou a aula de Educação Física. Os raios UVA podem penetrar pelo vidro das janelas. Os níveis de UV variam de estado para estado, até mesmo de uma dia para o outro, por causa de questões como a altitude, nuvens no céu cobrindo a camada de Ozônio.

"Os protetores solares são imperfeitos", alerta Nancy Thomas, dermatologista da Universidade da Carolina do Norte que liderou a pesquisa sobre os raios UV. "Programe suas atividades quando as radiações UV não forem tão altas".

Melanoma é o tipo mais letal de câncer de pele. A previsão é de que atinja cerca de 60 mil americanos neste ano, e que mate aproximadamente 8,1 mil. O número de casos tem aumentado nas últimas três décadas e enquanto este tipo de câncer costumava atingir pessoas entre 40 e 50 anos, os médicos têm visto casos de pessoas cada vez mais jovens, ocasionalmente até mesmo em crianças.

Os cientistas estão estudando a interação dos genes e da exposição aos raios UV em pacientes de melanoma dos Estados Unidos e Austrália - os resultados iniciais sugerem que ficar na sombra no início da vida é ainda mais importante do que estudos previamente realizados.

Thomas analisou genes de tumores de 214 pacientes com melanoma que agora moram na Carolina do Norte. Seus colegas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (em tradução literal), em Boulder, Colorado, usaram dados de satélite para rastrearem a radiação UV - englobando tanto os raios UVA quanto UVB - em diferentes cidades e estados em que aqueles pacientes tinham vivido ao nascerem, quando tinham 10 anos, depois aos 20 e assim em diante.

O resultado: pacientes com as mutações de melanoma mais comuns, chamadas mutações BRAF, também tiveram a mais alta exposição de UV quando tinham 20 anos. Interessantemente, eles também tinham as maiores manchas, um outro importante fator de risco para o melanoma.

O que isto significa? Ainda não está totalmente claro, mas os jovens, que rapidamente têm crescimento de pele podem ser particularmente vulneráveis aos danos dos raios UV, especialmente as manchas que ainda estão se desenvolvendo, disse Thomas. Ou talvez a exposição aos raios solares no início da infância estimulam o desenvolvimento das manchas em primeira instância.

Enquanto a exposição ao sol em adultos obedece ao mesmo desenvolvimento, também, a associação com BRAF desaparece aos 30 anos. Mas isso não significa que os adultos tenham licença para tomar banho de sol: um outro tipo de melanoma, caracterizado por mutações no gene chamado NRAS, está fortemente ligado à exposição UV aos 50 anos, conforme descoberto no estudo.

Aqui está o problema: até muito recentemente, os protetores solares filtravam a maioria dos raios UVB que pudessem queimar, o que significa que as pessoas que dependiam somente deles para se prevenir do câncer de pele podem ter tido uma falsa sensação de segurança.

Atualmente, muitos protetores prometem um "amplo espectro" de proteção contra os raios UVA também. Mas o governo ainda não testou tal apelo para provar a proteção contra os raios solares.

O termo "amplo espectro" não quer dizer nada. Qualquer um pode usar este apelo, argumenta Darrell Rigel da Universidade de Nova York, um ex-presidente da Academia Americana de Dermatologia, que tem lutado para mudar este tipo de apelo.

A proposta da FDA que está por vir manterá o SPF, ou fator de proteção solar (em tradução literal), classificações nas embalagens dos protetores solar que fazem referência à proteção UVB, "mas que acrescentam classificação contra a UVA também", disse Shuren

Até o momento, o dermatologista Rigel tem alguns conselhos:

- Use um protetor solar com fator suficiente. Um adulto precisa do equivalente a um copo americano de protetor e uma criança de uma colher cheia. Muitas pessoas colocam também um casaco fino para conseguir uma boa cobertura contra os UVB, e em escala menor, a proteção contra UVA.

- Enquanto as recomendações oficiais dizem para usar ao menos fator 15 diariamente, um grande fator será melhor na questão do problema da fina camada da pele.

- Aplicar protetor solar meia hora antes de sair à rua. Demora um pouco para fazer efeito.

- Não se exponha ao sol durante as horas mais críticas (entre as 10h e 16h).
 
AP

Copyright 2007 Associated Press. Todos os direitos reservados. Este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído.

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