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| Vida Saudável |
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Musicoterapia é arte a favor da saúde |
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Quem já não se emocionou ouvindo uma música? Ou lembrou de alguém especial ao cantarolar algumas notas? Os sons marcam momentos, trazem memórias e podem nos deixar tristes, alegres, irritados ou em alerta. Baseado em observações como essas é que a música pode representar mais do que uma habilidade para tocar um instrumento ou cantar.
Por meio dos sons, podemos tocar outras instâncias. É o que mostra a musicoterapia, ao buscar desenvolver potenciais, restaurar funções de saúde do indivíduo através de reabilitação, prevenção ou tratamento. "É uma modalidade de trabalho que se utiliza da música e de elementos constituintes da música numa relação terapêutica para ajudar a pessoa a atender as suas necessidades. Destina-se a pessoas que têm alguma deficiência, algum distúrbio psíquico como depressão, autismo, esquizofrenia, assim como a atendimentos geriátricos ou pessoas que buscam auto-desenvolvimento", define o musicoterapeuta paulista Renato Tocantins Sampaio, presidente da Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo.
O ambiente pode ser desde um consultório repleto de temas musicais, onde o paciente expressa seus sentimentos, até uma cama de hospital. Independente do "palco", a musicoterapia é a utilização da música e/ou de seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta qualificado. O processo tende a facilitar comunicação, relacionamento, aprendizado, além de objetivos terapêuticos, atingindo esferas físicas, mentais, sociais e cognitivas, conforme explica a União Brasileira das Associações de Musicoterapia, entidade que congrega associações de musicoterapia no País (www.ubam.hpg.ig.com.br).
A modalidade pode ser usada individualmente, em família, em grupo ou em trabalhos de comunidade. "Existem inúmeras áreas de utilização da musicoterapia, desde a gestação, na relação mamãe/bebê, na infância, com crianças portadoras de deficiência e com as pessoas ditas comuns. Já se trabalha em hospitais, na recuperação de doentes, no auxílio a exames, na odontologia", diz a psicóloga Carmem Lúcia de Vasconcelos, de Pernambuco, com especialização em musicoterapia pela Universidade Federal de Goiás (UFG).
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O Povo
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