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Segunda, 15 de outubro de 2007, 09h52 Problemas femininos são tema do Dia Mundial de Combate à Dor |
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Dor é uma sensação desagradável relacionada ou não a uma lesão. Dor de cabeça, dor de ouvido, dores musculares, dor lombar e dores sem um motivo aparente estão presentes na vida de muitas pessoas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população mundial sofre com algum tipo de dor. Sendo assim, o dia 15 de outubro de 2007 foi estabelecido como Dia Mundial de Combate à Dor.
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Segundo o médico anestesista especialista em dor Onofre Alves Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED), o principal objetivo da data é conscientizar a população sobre como prevenir e tratar dores no corpo. "É uma oportunidade de mobilizar tanto os profissionais da saúde que possuem pacientes com algum tipo de dor e também para haver dedicação a estudos e discussões pelo mundo todo sobre o assunto", afirma Alves.
O dia foi idealizado pela International Association for the Study of Pain (IASP) - Associação Internacional de Estudos da Dor, em tradução literal - e a cada ano é celebrado em uma data diferente, conforme o calendário estabelecido pela IASP. Em 2007, o tema escolhido para debates e estudos é a "Dor na Mulher".
De acordo com a coordenadora do ambulatório de dor da Unifesp, Rioko Sakata, as mulheres costumam sentir mais dores do que os homens tanto por questões hormonais quanto pela estrutura do corpo.
"As mulheres estão suscetíveis a dores no parto, dores psíquicas, pelo fato de na maioria das vezes terem de fazer uma dupla jornada (trabalho e casa), dor quando descobrem que têm câncer de mama ou no útero e tantos outros momentos que achamos por bem dedicar uma atenção maior a elas", conta Onofre Alves Neto.
A médica Rioko Sakata explica que independentemente do gênero ou idade da pessoa, a dor pode ser dividida de acordo com sua freqüência e forma de manifestação. "Chamamos de dor aguda aquela que é importante para avisar que alguém está doente como, por exemplo, o incômodo que uma pessoa sente antes de ter um infarto. Já a dor considerada como crônica é aquela mais comum no dia-a-dia e que não necessariamente está ligada a uma doença, a exemplo da dor de cabeça", diz.
"Também podemos classificar a dor como somática, a exemplo de quando se faz alguma operação e espera-se que o paciente vá sentir algum tipo de angústia e, como neuropática, quando a dor está relacionada a uma lesão do nervo e que normalmente é mais difícil de ser diagnosticada", complementa o presidente da SBED, Onofre Alves Neto.
Serviço:
Rioko Sakata - especialista em dor
Telefone: (11) 5080-3510
Onofre Alves Neto - presidente da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor
Endereço eletrônico: www.dor.org.br
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Redação Terra
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