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O termo lipo vem de gordura. Ao pé da letra, portanto, lipoaspiração quer dizer aspirar gordura. A procedimento cirúrgico é relativamente simples: "Através de cânulas de aço inox, um motor produz um vácuo para a sucção da gordura por meio de orifícios sob a pele. O médico faz movimentos de 'vai e vem' e puxa os pedaços de gordura", explica o cirurgião Luiz Carlos Garcia, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. "A lipoaspiração foi desenvolvida na França, em 1977, pelo cirurgião Yves Gerarg Illouz, tendo chegado ao Brasil em 1980, durante congresso realizado no Ceará. Hoje em dia, a técnica divide com a cirurgia de redução de mama o posto de mais realizada no Brasil", conta o cirurgião Edmar Maciel, presidente da Sociedade de Cirurgia Plástica - Regional Ceará. O tipo de anestesia varia de acordo com o tamanho da cirurgia. Se for muito pequena, pode ser anestesia local. Mas normalmente são aplicadas anestesias peridural ou geral. Já o tempo da cirurgia varia de acordo com a quantidade de tecidos que vai aspirar e o número de áreas a serem operadas, podendo ser realizadas em meia hora até três, quatro horas. Ainda com relação às áreas, embora a cirurgia possa ser feita em qualquer parte do corpo onde haja acúmulo de gordura, "as regiões mais freqüentemente operadas são: abdômen, cintura, dorso, culote, quadril, face interna das coxas e face interna do joelho", enumera o cirurgião plástico Edmar Maciel. O Sistema Único de Saúde (SUS), não cobre os custos da cirurgia de lipoaspiração, embora cubra os da de redução de estômago, a chamada cirurgia de obesidade.
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