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A obesidade e o excesso de peso entre os jovens são considerados problemas de saúde pública. Dados recentes mostram que aproximadamente 13% das crianças entre 6 e 11 anos, e 14% dos adolescentes entre 12 e 19 anos, estão acima do peso.
Nos últimos 20 anos, a porcentagem de crianças com excesso de peso dobrou e a dos adolescentes triplicou. A obesidade nessa faixa etária aumenta o risco de desenvolver sérios problemas de saúde, que não eram comuns na infância até recentemente, incluindo pressão alta, aumento nos níveis de colesterol e tendência a desenvolver diabetes.
Apesar de a genética ter importante papel no desenvolvimento da obesidade, sabe-se que a má alimentação e a falta de atividade física são fatores responsáveis pelo aumento de sua incidência. De acordo com uma recente revisão feita nos Estados Unidos, mais de 80% dos adolescentes consomem mais do que os 30% de calorias diárias derivadas de gordura como é recomendado. Menos de 5% consomem a quantidade recomendada de frutas e vegetais.
Acredita-se que a má qualidade da dieta dos jovens seja influenciada pela ampla e fácil disponibilidade de alimentos ricos em gorduras e calorias presentes nos fast foods. Apesar dos avanços no conhecimento da nutrição, algumas escolas ainda continuam vendendo alimentos prejudiciais à saúde em suas cantinas que muitas vezes são terceirizadas. Embora seja importante que os estudantes sejam educados a ter uma boa alimentação, e incentivados a praticar exercícios, eles precisam ter oportunidade de praticar esses conceitos, tanto em casa como nas escolas.
Mudanças positivas no ambiente escolar, como aumento das opções de alimentos saudáveis, são fundamentais uma vez que os jovens passam seis ou mais horas de seu dia na escola. Além disso, estudos comprovam que os hábitos alimentares dos pais contribuem para o desenvolvimento da obesidade em crianças em idade escolar. Portanto, é fundamental uma participação ativa dos pais na observação e orientação de como vai a alimentação de seus filhos, tanto dentro das escolas, como dentro de suas próprias casas, pois a maioria das crianças e adolescentes se tornam obesos por falta de informação ou desleixo dos pais. São eles que permitem que os filhos exagerem nos doces e salgadinhos e tomem litros de refrigerante. Não é recomendável proibir, mas sim ensinar a importância e limitar o consumo de "besteiras", inclusive dando bom exemplo.
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