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 Obesidade é problema mundial

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Quando o assunto é obesidade, os Estados Unidos encabeçam o ranking mundial. Nada menos que 60% dos norte-americanos têm problemas com a balança, sendo que mais de 30% são obesos. E o mais alarmante é que o Brasil segue o mesmo caminho. De 10% a 15% dos brasileiros são obesos e, destes, 5% a 6% obesos mórbidos. Isto significa que de 1,5 milhão a 2 milhões pessoas estão na faixa da obesidade mórbida. Especialistas apontam que em matéria de obesidade, o país, nos próximos anos, pode acompanhar os Estados Unidos. Ou seja, estima-se que na próxima década cerca de 60% da população brasileira será mais pesada do que deveria. Um dos motivos seria a alimentação inadequada. O fast-food, pela comodidade e modismo, virou mania nacional entre muitos adultos, adolescentes e, principalmente, entre as crianças. "O brasileiro já teve um período em que se alimentava adequadamente, principalmente pelo hábito de comer arroz com feijão - proteínas que combinam e tem um valor nutricional interessante. De uns quinze anos para cá, segundo dados do IBGE, a ingestão desses alimentos importantes tem diminuído. Atualmente, o brasileiro se alimenta muito mal", afirma a nutróloga Valéria Paschoal.

"O que falta para o brasileiro é uma melhor educação nutricional. Falta a ele entender o que é uma alimentação saudável. Ser saudável não implica só a ausência de doenças mas igualmente o completo bem-estar físico, psíquico e social. Nesse sentido, a alimentação deve ser variada, de modo a nos fornecer uma gama completa de nutrientes, adequada ás necessidades calóricas individuais, mas igualmente colorida, saborosa e desfrutada em ambiente aprazível, para que nos proporcione momentos de prazer e descontração", diz Paula Veloso, nutricionista e participante do Programa Alimentação Saudável (Arap).

Com o objetivo de mudar esse quadro alimentar do Brasil, Sgarbieri sugere a priorização de três grandes áreas de pesquisa em alimentos: os fitoquímicos, para amenizar os problemas de oxidação e dos radicais livres - oxidantes do HDL; o desenvolvimento de alimentos e estudo de fatores que levam á obesidade e uma terceira voltada para as conseqüências da obesidade, como doenças cardiovasculares e o câncer.

Agência Brasil