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Com a itenção de proteger médicos e pacientes, o Conselho Federal de Medicina (CFM) instaurou uma Câmara para discutir os procedimentos usados na medicina estética e acrescentou uma nova resolução para criar parâmetros de segurança na lipoaspiração, cirurgia que foi banalizada.
Não faltam razões para isso. Você, provavelmente, deve conhecer alguma garota de 20 anos com um corpo legal mas que mesmo assim sonha fazer ou já fez lipoaspiração para ter uma barriga sequinha como as das top models. Ou um sujeito capaz de comer uma banheira de hambúrguer porque vai fazer uma plástica no fim do mês e não precisa se preocupar com o quanto gordo ficará. Pior: você já deve ter ouvido falar de pessoas que morreram numa mesa de cirurgia ou ficaram com sequelas, por erro médico, falta de condições hospitalares ou excesso de expectativas estéticas.
O número de pessoas que se submetem a cirurgias plásticas é cada vez maior ¿ assim como o de queixas contra cirurgiões plásticos. Em 2000, o CFM recebeu 5 reclamações e, em 2002, esse número subiu para 38. "Os produtos e técnicas utilizados na medicina estética são trocados a toda hora. Há uma necessidade de se regulamentar isso", reclama Antonio Pinheiros, cirurgião plástico e representante do Pará no Conselho.
Além da Câmara Técnica sobre Produtos e Técnicas em Procedimentos Estéticos, fundada em dezembro de 2003, a resolução editada (n° 1.711/2003) vai discutir os procedimentos da medicina estética e divulgar que a lipoaspiração é "uma correção do contorno corporal", explica a assessoria do CFM.
O Conselho reconhece que a técnica de lipoaspiração é válida e consagrada no arsenal da cirurgia plástica, mas que não deve ser indicada para emagrecimento.
Outra meta da Câmara é incentivar o diálogo entre o médico e o paciente: "O médico precisa saber o que a pessoa deseja e mostrar ao paciente o que a ciência permite, para que não tenha frustrações posteriores dos dois lados", explica Pinheiros.
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