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Segunda, 28 de abril de 2008, 14h54  Atualizada às 15h20
Pílula "antibarriga" está nas farmácias e causa polêmica
 
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A pílula "antibarriga" mal chegou às farmácias e já causa polêmica. O rimonabanto, que está sendo comercializado sob o nome de Acomplia, já pode ser encontrado em farmácias de manipulação a preços mais acessíveis do que na rede convencional.

» Saiba mais sobre a pílula que ficou conhecida como "antibarriga"

Enquanto o preço estipulado é de, no máximo, R$ 225 por caixa de 28 comprimidos, algumas farmácias de manipulação já vendem o remédio por até R$ 80 - uma economia de 64%. Na farmácia de manipulação ou na rede convencional, o rimonabanto só será vendido com receita médica.

"Qualquer remédio sob patente pode ser manipulado desde que a receita médica seja individualizada. Basta importar o princípio ativo de indústrias americanas, européias ou asiáticas e manipulá-lo. Como não há intermediários entre as farmácias de manipulação e os consumidores, os preços costumam ser mais baratos", afirma Hugo Guedes de Souza, presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais. As farmácias de manipulação que estão vendendo o rimonabanto no Rio de Janeiro só aceitam encomendas do remédio em dosagem diferente da recomendada pelo laboratório Sanofi-Aventis, de 20 mg.

Especialista é contra
Segundo o endocrinologista Amélio Godoy Matos, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, estudos que atestaram a eficácia do rimonabanto foram realizados na dosagem de 20 mg e qualquer outra, maior ou menor, pode não dar o resultado esperado.

"Jamais recomendaria a um paciente que comprasse remédio em farmácia de manipulação. Nem receitaria uma dosagem do rimonabanto inferior a 20 mg. Não se deve individualizar a dose porque ela foi testada e aprovada cientificamente. Prescrever o rimonabanto fora desta dosagem é ir contra todas as evidências científicas", justificou Amélio.
 
O Dia

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