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A partir do século 18, nasce o flamenco, uma manifestação artística originariamente popular resultado da fusão de diversas culturas que atravessaram a Andaluzia durante séculos. Os ciganos andaluzes formaram essa arte com materiais de culturas grega, hindu, muçulmana, mozoárabe, judaica e negra. Perseguidos e sofridos, começaram, em segredo, a dar vazão a todo esse sofrimento. Expressavam-se em lamentos que constituíram a origem de todo o flamenco.
Mais tarde, essa expressão de sentimentos deixou de ter como pano de fundo locais de trabalho e reuniões familiares e passou a ser praticado em público, nas cidades, tabernas e reuniões. Por volta de 1847, começaram a crescer em importância os chamados "Cafés Cantantes", bares, onde havia "recitais" da Arte Flamenca. Foi o pontapé inicial para a fase áurea do flamenco, compreendida entre 1870 e 1920.
A partir dos anos 20, o flamenco entrou em um período extremamente comercial, importante para sua divulgação, mas perigoso para sua essência. Cerca de 30 anos depois, músicos e bailarinos começaram uma busca pela retomada das origens dessa arte. Nesse contexto, a partir da década de 70, vêm à tona Camarón de la Isla (cantor) e Paco de Lucia (guitarrista), artistas importantíssimos nessa evolução do flamenco. Intensificam-se trabalhos de Arte Flamenca específicos para teatros, nos quais nota-se a acentuada influência de uma visão artística mais ampla, o que passou a exigir também dos bailarinos um preparo técnico e artístico muito mais afiado. Desde então o flamenco vem se desenvolvendo em todo o mundo.
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