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Lísia Coradini dos Santos/Isma-BR
Gostaria de saber se a falta de ar faz parte do estresse, ou melhor, da ansiedade. Quando estou diante de uma situação difícil, minha respiração fica ofegante?
Elisângela, 21 anos.
Prezada Elisângela,
As situações que provocam ansiedade desencadeiam uma série de alterações no organismo, através da ação do sistema nervoso autônomo. Nosso cérebro interpreta o estresse como uma situação de perigo e, para enfrentá-la ou fugir dela, precisamos de doses extras de energia, força, agilidade e atenção. Isto é conseguido com a secreção de adrenalina na corrente sangüínea, que causa o aumento da pressão arterial, dilatação dos vasos sangüíneos musculares, aumento da tensão muscular, aceleração dos batimentos cardíacos e da freqüência respiratória. O padrão respiratório rápido se torna muito superficial, ou seja, utiliza-se apenas as regiões mais superiores dos pulmões durante os episódios de estresse.
Mesmo sendo uma reação bem específica da ansiedade, se a dispnéia (falta de ar) for muito intensa, deve-se investigar se não existe alguma patologia respiratória como a asma brônquica, na qual há espasmo da musculatura dos brônquios, ocorrendo seu estreitamento e até fechamento.
A ansiedade e o estresse podem ser fatores desencadeantes deste processo, além de poluição, frio e poeira. Neste caso, um especialista em pneumologia indicará o tratamento adequado com broncodilatadores e fisioterapia respiratória. A asma é uma doença mais comum em crianças. Em adultos, pode estar associada a um histórico de infecções repetidas no trato respiratório. Para diminuir a ansiedade, procure adotar um padrão de respiração mais profundo e lento, utilizando o músculo diafragmático. Permita que o ar entre até as regiões inferiores de seus pulmões, distendendo a região abdominal na inspiração. A expiração deve ser suave e passiva, retraindo o abdome sem forçar a saída do ar.
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