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| Vida e Saúde |
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Sábado, 26 de julho de 2008, 11h53 Atualizada às 11h52 Gordura trans no leite materno pode prejudicar bebê |
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Pâmela Oliveira |
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Vilã quando o assunto é alimentação, a gordura trans é capaz de comprometer até a saúde de bebês alimentados com leite de mães que consomem produtos industrializados ricos nesse tipo de gordura, segundo estudo realizado no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, da Fiocruz. O trabalho apontou que filhotes de ratos amamentados por ratas que ingeriram grande quantidade de gordura trans transformaram-se em adultos com maior percentual de gordura, aumento de triglicerídeo e menor HDL - o colesterol bom.
"Os ratos alimentados com o leite de mães que ingeriram grande quantidade de gordura trans, mesmo adotando após o desmame uma alimentação balanceada, apresentaram um percentual maior de gordura corporal, aumento de triglicerídeo e menor HDL", destaca a pesquisadora Patrícia Dias de Brito, acrescentando que os filhotes foram acompanhados até completarem seis meses.
Segundo Patrícia, a fase da amamentação é de grande importância para a composição corporal e perfil hormonal na vida adulta. "É nesse período que ocorre o amadurecimento de funções orgânicas por meio da determinação do número de receptores celulares para hormônios e outras substâncias", diz. "Essa mensagem fica armazenada no animal, independentemente do que ele vai ingerir ao longo da vida. Assim, as alterações corporais provenientes do leite materno alterado, que ocorreram durante a amamentação, ficam memorizadas no organismo".
Ela sugere alimentação balanceada. "É importante que as mães entendam que estão programando os filhos ao longo da vida. Devem priorizar alimentação balanceada."
Leite com gosto de comida
A alimentação da mãe é tão importante na composição do leite materno que mudanças no cardápio podem influenciar até no sabor do alimento oferecido ao bebê. Segundo estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, o gosto de comidas consumidas pela mãe durante o período de amamentação passa para o leite materno em questão de minutos. O trabalho sugere que pais podem variar sabores para 'preparar' bebês para alimentos sólidos.
No estudo, os cientistas pediram a 18 mulheres que fornecessem amostras de leite materno antes e depois de consumirem cápsulas com sabores distintos. O gosto de banana pôde ser detectado no leite por uma hora após o consumo das cápsulas. O gosto de mentol durou oito horas.
De acordo com o experimento, os sabores de alcaçuz e sementes de cominho atingiram o máximo de concentração no leite materno em uma média de duas horas depois do consumo.
Além disso, os pesquisadores verificaram que os sabores de frutas não-cítricas alteraram o sabor do leite materno apenas levemente, e que os elementos químicos presentes na cenoura e nas frutas cítricas produziram mudanças maiores.
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O Dia
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