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O preparo da ceia de Natal requer muitos cuidados: a escolha do cardápio, a compra dos ingredientes, a arrumação da mesa. Mas é necessária atenção maior ainda na conservação adequada para o reaproveitamento dos pratos tradicionalmente consumidos também no dia 25. Segundo especialistas, é preciso manter as bactérias longe dos alimentos para que a lembrança do Natal não seja trágica.
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"Nenhum prato perecível pode ficar mais de duas horas em temperatura ambiente porque esse é o tempo de adaptação das bactérias. A partir daí, as bactérias começam a dobrar de quantidade a cada 5 minutos. Ou seja, um peru que ficou duas horas na mesa, começa a ter a quantidade de bactérias dobrada a cada cinco minutos e, em pouco tempo, alcança o que chamamos de 'dose infecciosa', que é a quantidade de bactérias suficiente para provocar diarréias e vômitos", alerta o microbiologista Roberto Martins Figueiredo.
E quem pensa que os alimentos devem ser embalados com papel laminado ou acondicionados em embalagens plásticas está enganado. "Perus, tender, chester e outros alimentos devem ficar descobertos na geladeira porque ela funciona com movimento de ar frio. Quando esse ar não circula, não gela o suficiente e as bactérias aproveitam", diz, acrescentando que pratos recheados com farofa, como aves, devem ir para geladeira sem o recheio. "A farofa funciona como isolante térmico", explica Figueiredo.
Outra dica é em relação a pratos com maionese. "Eles devem ser mantidos gelados, mesmo na mesa. Recomendo que a dona-de-casa faça cubos de gelo coloridos e coloque num suporte sobre o qual se coloca a travessa. Além de saudável, vai ficar muito bonito", diz.
"Nozes, avelãs e amêndoas que sobrarem não podem ser reaproveitadas no próximo Natal. Devem ser consumidas em até três meses, mas, congeladas, duram até seis meses", aconselha o microbiologista.
Janeiro: alto risco de infecções alimentares
Com a chegada do verão e as festas de fim de ano, o cardápio do brasileiro ganha novos sabores. Além dos tradicionais pratos de Natal e de Ano-Novo, durante as férias escolares, viagens e Carnaval aumentam o risco de intoxicações. Segundo o Ministério da Saúde, janeiro é o mês com maior número de surtos de doenças transmitidas por alimentos.
"Os manipuladores de alimentos devem ter cuidados simples para evitar a contaminação tanto em casa quanto nos restaurantes", explica a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito. Evitar alimentos crus, usar água e matérias-primas seguras, cozinhar bem os alimentos e mantê-los em temperaturas adequadas são algumas medidas, alerta a Anvisa, que criou um link no seu site (www.anvisa.gov.br) com dicas para garantir a segurança dos alimentos.
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