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Segunda, 26 de janeiro de 2009, 17h07 Cleo Pires ajuda no alerta à endometriose em campanha |
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| Cleo Pires é madrinha da campanha de conscientização da MovEndo (Instituto da Endometriose) |
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Cleo Pires vai ajudar as brasileiras a se conscientizarem de uma doença silenciosa, que pode levar a mulher à infertilidade quando em estágio avançado - a endometriose. A atriz é madrinha da campanha de alerta desenvolvida pelo MovEndo (Instituto da Endometriose), que passou a ser veiculada em âmbito nacional a partir do dia 25 em outdoors e televisão.
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Tudo começa com dores intensas que surgem no período pré-mestrual. No entanto, o desconforto se prolonga durante a menstruação e outros sintomas podem aparecer simultaneamente, como dor ao evacuar e ao ter relação sexual. O grande risco é que a doença quando assintomática pode esconder a dificuldade de engravidar. "Em situações severas, a endometriose gera a esterilização", afirma o ginecologista Luiz Fernando Pereira Leite.
A endometriose se origina a partir de células do endométrio (tecido que reveste o útero) que, em vez de serem eliminadas pela vagina, são direcionadas para outras regiões da cavidade pélvica, como trompas uterinas, ovário, intestino e bexiga. "Conhecida como menstruação retrógrada, parte do endométrio presente no sangue sai pelas tubas uterinas e invade outros órgãos, o que acaba causando uma reação inflamatória no local", explica a ginecologista da Unifesp (Universidade de São Paulo) Carolina Ambrogini.
Ela atinge mulheres entre 15 e 45 anos e, segundo informa Luiz Fernando, a idade menstrual aumenta a probabilidade de desenvolvê-la. "Quanto mais se se menstrua, maior a chance de ter a endometriose. Por isso, parar a menstruação é um bom método de prevenção e também de tratamento", afirma o médico.
Ao perceber que as cólicas menstruais não passam mesmo com remédios, é fundamental buscar ajuda profissional. Afinal, elas podem camuflar a endometriose. Carolina Ambrogini diz que o diagnóstico é realizado por meio de uma pequena intervenção cirúrgica que colhe o material para ser analisado em laboratório. "O controle é feito com medicação e até com cirurgia para retirar as células instaladas em órgãos, como bexiga e intestino", finaliza.
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Redação Terra
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