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| ABC da Saúde |
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Sexta, 30 de janeiro de 2009, 17h34 Protelar ida ao banheiro causa infecção urinária |
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Pâmela Oliveira |
| Getty Images |
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| Ideal é não demorar para ir ao banheiro para não reter urina na bexiga |
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A morte da modelo Mariana Bridi devido a complicações decorrentes de uma infecção generalizada que teve como foco uma infecção urinária tem deixado as mulheres preocupadas. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, metade das mulheres adultas terão infecção urinária pelo menos uma vez na vida. O hábito de protelar a ida ao banheiro, dizem os médicos, pode facilitar esses problemas. Médicos afirmam, no entanto, que casos como o dela são raros.
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"Muitas mulheres têm o hábito de demorar para ir ao banheiro. E isso é um problema, porque quando se retém a urina na bexiga por um tempo prolongado, as bactérias também ficam ali, o que aumenta o risco de elas aderirem à parede do órgão e causarem infecção urinária", diz André Cavalcanti, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia.
Cavalcanti, que é chefe da urologia do Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, afirma que beber pelo menos 1,5 litro de água por dia é fundamental para evitar o problema. O uso de calças que apertam e abafam a região genital é um hábito que pode facilitar infecções genitais. E essas, por sua vez, também podem ocasionar as infecções urinárias.
"Quando se tem uma inflamação na vagina, há alterações de PH que acabam facilitando a criação de um ambiente propício para bactérias que podem causar o problema urinário", explica.
De acordo com o médico, homens também podem ter o problema, mas ele é mais freqüente entre as mulheres. Isso acontece porque elas têm a uretra - canal condutor da urina, que sai da bexiga e termina no órgão sexual - mais curta do que a dos homens.
"Nas mulheres, as bactérias da vagina e da região do períneo vão ascender para a bexiga mais facilmente porque o canal é mais curto. Já nos homens, infecções urinárias são mais freqüentes a partir dos 60 anos de idade, principalmente devido ao aumento da próstata, que pode causar obstrução do canal."
Segundo ele, os sintomas (ardência, dificuldade na micção e dor) param até 48 horas após o início do tratamento - diferentemente do que ocorreu com Mariana, 20 anos, que morreu sábado, no Espírito Santo.
A situação da modelo, que foi duas vezes finalista do concurso Miss Mundo, começou a se complicar em 30 de dezembro, quando teve dores lombares e recebeu diagnóstico de cólica renal. Dois dias depois, exames indicaram a infecção urinária. Ela foi internada no dia 3 de janeiro. Teve os pés e as mãos amputados em virtude da compressão dos vasos sangüíneos periféricos, que levaram à necrose.
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O Dia
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