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A analogia perfeita para se explicar a medicina ortomolecular (MO) é chamá-la de medicina do terreno: se você aduba o solo, a planta que estava doente pode se recuperar. Se a planta é saudável e tem o solo adubado, ela vai se desenvolver melhor. Essa adubação se dá por meio de um trabalho de nutrição celular; não só na alimentação correta e equibrada, mas também, quando necessário, dando suplementos com aquilo que o organismo não consegue ingerir só com a dieta.
»Auriculoterapia combate stress
Voltada basicamente para a busca do equilíbrio molecular do organismo (que está diretamente ligado ao equilíbrio nutricional), a medicina ortomolecular pode ser aplicada no combate e prevenção do estresse: "Deve-se adequar o máximo possível a alimentação e também algumas substâncias de acordo com o paciente e seus níveis de estresse", diz a médica Daliana Santos, especialista em medicina ortomolecular.
O estresse aumenta a produção de radicais livres* no organismo, além de reduzir a capacidade de defesa. E as vitaminas antioxidantes (C, betacaroteno e E) são bastante valorizadas pela medicina ortomolecular.
A MO procura trabalhar o máximo possível com minerais, aminoácidos e, quando é necessário usar algum tipo de medicamento, prioriza os fitoterápicos, que são à base de plantas. Na outra ponta, a das substâncias mal vistas, está a absorção de metais pesados, como alumínio, chumbo e mercúrio, cuja entrada no organismo acontece por várias vias, entre as quais farinha de trigo branca, corantes artificiais, poluição, peixes contaminados e cigarro. Esse último reunindo todos os metais pesados e que têm fortíssimo poder de desequilibrar o organismo.
O organismo num estado de estresse perde a capacidade de absorver as substâncias corretas e por isso a falta de estabilidade. Uma alimentação correta pode ajudar a reequilibrar o sistema. Agora se os níveis de estresse estão muito altos, o ideal é que sejam usados suplementos nutricionais.
ATENÇÃO: você pode aplicar conceitos da medicina ortomolecular no dia-a-dia, mas suplementos nutricionais ou medicamentos (mesmo os fitoterápicos) só podem ser indicados por um médico. Somente ele é capaz de identificar as reais necessidades e quais as substâncias extras serão benéficas para o seu organismo.
* Radicais livres: moléculas instáveis presentes no organismo que, em grande quantidade, podem degenerar células e causa problemas de saúde. De 100% do oxigênio que respiramos, 5% se transforma em radicais livres e o organismo saudável administra bem esse excedente. O estresse aumenta a produção de radicais livres, além de deixar o organismo menos apto a combatê-los.
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