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Vida e Saúde
Sábado, 4 de julho de 2009, 11h00 
Solidão pode agravar risco de Alzheimer
 
O Dia
 
Getty Images
Pessoas separadas ou viúvas antes dos 50 que vivem sozinhas podem desenvolver a doença
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Pessoas que vivem sozinhas durante a meia-idade e apresentam uma variante genética específica correm duas vezes mais risco de desenvolver demência do que aquelas que têm parceiros, revela pesquisa realizada pelo Instituto Karolinska, da Suécia.

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O estudou analisou o estado conjugal de dois mil homens e mulheres no leste da Finlândia e verificou a presença da variante quatro do gene apolipoproteína E (apo E). Essa variante é considerada o fator genético de risco mais comum para o desenvolvimento de doenças como Alzheimer.

Os pesquisadores concluíram que a chance de desenvolver demência é maior em pessoas com a variante 4 da apoE que se separaram ou ficaram viúvas antes dos 50 anos e viviam sozinhas. O coordenador do estudo, Krister Hakannson, ressaltou que os resultados podem ajudar a prevenir não só a demência, como também a debilidade cognitiva. "Viver com parceiro pode implicar em desafios cognitivos e sociais que podem proteger contra a debilidade cognitiva na velhice."

Na primeira observação, os pesquisadores analisaram voluntários com média de 50 anos. A segunda análise foi realizada 21 anos depois e revelou que pessoas que vivem sozinhas mostraram duas vezes mais riscos de desenvolver demência. Entre os viúvos, o risco foi três vezes maior.

Casos tendem a crescer
Cerca de 25 mil pessoas sofriam de demência ao redor no mundo em 2005. A estimativa é sejam 81 milhões até 2040. A pesquisadora francesa Catherine Helmer, da Universidade Victor Seglen, em Bordeaux, afirma, no entanto, que o elo entre vulnerabilidade genética e viuvez ainda não foi comprovado. Também pede cautela na análise entre demência e a variante genética.
 
O Dia

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