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Pintas na pele podem ser perigosas
 
Lívia Perozim
 
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Algumas podem até ser charmosas, mas nem todas as pintas são bem-vindas. Segundo dermatologistas, uma pinta muito grande, de alto relevo, tons variados e forma assimétrica pode ser sinal de lesões graves e evoluir para um câncer de pele.

"Somente um especialista pode saber se o paciente deve ou não retirar uma pinta. Ele é quem diz se as lesões são benignas ou malignas. Quando há dúvidas, fazemos um acompanhamento histórico da mancha. Por isso, pequenas informações sobre os hábitos de vida do paciente podem mudar o tratamento", afirma a médica Ediléia Bagatin, do Departamento de Dermatologia da Unifesp (Escola Paulista de Medicina).

De acordo com Cristina Mansur, dermatologista e professora da Universidade Federal de Juíz de Fora (MG), a maioria das pintas não necessita de tratamento: "As que devem ser tratadas são as que aumentam rapidamente de tamanho, forma ou cor, que sangram, coçam, doem ou apareceram após os 20 anos. Nesses casos, normalmente, o melhor jeito de tirá-las é com o bisturi, um procedimento rápido que é feito com anestesia local."

"A quantidade de pintas que uma pessoa tem é determinada pela sua carga genética. Em média, um adulto tem entre 40 e 60 pintas. No entanto, o aumento e a variação da forma dos sinais na pele podem ser provocados pela radiação solar e por traumas em regiões de atrito, como cotovelo, cabeça e a área onde ficam os óculos", explica Cristina.

Mais importante que a estética são os cuidados que se deve ter para que as pintas não se tornem câncer de pele. "As causas que levam uma pinta a evoluir para um câncer de pele não são bem definidas. A exposição excessiva ao sol e decorrentes queimaduras na pele podem colaborar. No entanto, se detectado precocemente, o câncer de pele pode ser curável. Caso contrário, ele pode se espalhar para outras partes do corpo e causar a morte", alerta Ediléia.

De acordo com a médica da Unifesp, a prevenção contra câncer de pele, também denominado melanoma, pode ser feita por um procedimento chamado dermatoscopia: "É um exame que faz um registro fotográfico das lesões, através de uma lente de aumento, e permite avaliar as características das pintas. O resultado final só pode ser obtido quando a lesão é removida cirurgicamente e enviada para exame laboratorial."

Ediléia aconselha que façam o exame pessoas de pele muito clara, com muitas pintas e antecedentes familiares ou pessoais de câncer de pele.
 

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