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"É preciso dar ao paciente a oportunidade de viver, antes de pensar que a morte é pertinente", destacou o médico Keith Andrews, diretor de um centro britânico especializado em distúrbios e problemas neurológicos, que defende a necessidade do melhoramento do diagnóstico do coma vegetativo irreversível.
Um exame exaustivo em 40 pessoas do o Reino Unido que estavam em coma, devido a danos cerebrais profundos, demonstrou que os especialistas tinham se equivocado com 17 deles. Embora a maioria desses pacientes não tenha recuperado a vista ou a fala, a reabilitação ajudou alguns a se comunicar com o ambiente à sua volta.
O caso de um jovem músico, que, depois de sofrer um acidente com um trem e perder massa encefálica, acordou, conseguindo se comunicar através das teclas de um computador especial, e o despertar de outra moça que pisca para dizer sim ou não obrigaram a Associação Médica Britânica a revisar os protocolos aplicados nestes doentes, a fim de evitar erros.
O médico Keith Andrews ressalta que estes comas são difíceis de serem catalogados e induzem ao erro. Além disso, propõe que, quando for solicitada uma autorização judicial para o desligamento dos respiradores artificiais ou a extração das sondas que alimentam os pacientes, sejam repetidos os exames e chamados os especialistas.
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