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Outra incógnita é a efetividade das medidas aconselhadas aos familiares de um comatoso, como acariciar ou falar com o doente, já que não há dados definitivos para acreditar que estes pacientes sentem ou se recuperam ante estes estímulos.
Os critérios para certificar a morte de um paciente foram discutidos durante anos, sobretudo desde que funções vitais, como a respiração, puderam ser mantidas com máquinas. No entanto, hoje há o consenso de que, quando o córtex e o talo cerebral estão destruídos, a pessoa morreu, mesmo que seu coração continue batendo por alguns dias, caso sua respiração seja mantida artificialmente.
Decidir o que caracteriza a morte cerebral é mais complexo e as normas variam de país para país, baseando-se em testes como um exame clínico que indique a ausência total da resposta a estímulos e de atos reflexos, assim como em eletroencefalogramas que demonstrem a inatividade do córtex cerebral.
A autópsia da jovem Karen Ann Quinlan, uma das comatosas mais famosas do mundo, que passou muitos anos ligada a um respirador artificial e que continuou vivendo mais alguns anos quando o aparelho desligado, é um exemplo das grandes lacunas que existem sobre como enfrentar os estados comatosos de longa duração.
Segundo o estudo pós-morte, o dano no cérebro da jovem, que permaneceu em estado vegetativo persistente após ingerir drogas e álcool em 1975, não estava no córtex do encéfalo como sempre se achou, mas no tálamo, com o que Karen via e ouvia, embora nunca tivesse tido consciência dos estímulos que recebia.
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