|
Mediante algumas técnicas de exploração recentes, começa a ser possível monitorar o funcionamento das distintas áreas de um cérebro em coma e, em alguns casos, evita-se a espera por dias, semanas ou meses até que se saiba o desenlace.
O Hospital Menino Jesus é pioneiro em utilizar uma máquina que aplica no doente um estímulo visual ou sonoro centenas de vezes e que, mediante um eletrodo, capta a resposta dos neurônios na área cerebral correspondente, com o que não se sabe se ele vê ou ouve, mas se conhece o estado e o funcionamento de suas estruturas de transmissão de sinais cerebrais.
Outra técnica, o doppler transcraneal, permite medir a pressão dentro do crânio, de modo constante e não invasivo, por meio de ultra-sons, o que aumenta as possibilidades de tratar a falta de oxigênio, que produz danos irreversíveis em poucos minutos.
Há outras técnicas em desenvolvimento, por exemplo, para se descobrir o consumo de oxigênio dos neurônios sem precisar movimentar o comatoso.
Mas não se sabe que ocorre durante os comas prolongados que apenas deixam seqüelas, nos quais não há zonas cerebrais danificadas ou, se as houve, podem ter sido supridas por outras áreas, devido ao ainda pouco conhecido fenômeno da plasticidade cerebral.
|