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Segundo a neurologista Rosa Astarloa, o coma "evolui para a morte ou para um estado vegetativo, no qual a pessoa recupera o ciclo sono-vigília, respira e abre os olhos, embora não fique consciente, devido a uma grande lesão cerebral".
A morte cerebral acontece quando o eletroencefalograma do paciente apresenta um traço isoeléctrico, ou seja, quando sua atividade elétrica cerebral é refletida por uma linha reta, o que é chamado de eletroencefalograma plano.
Entre as principais causas do estado de coma, que pode diferenciar-se entre o superficial e o profundo, segundo o diferente nível de deterioração da consciência, estão as encefalites infecciosas, os traumatismos cranianos, a patologia vascular extensa e algumas doenças graves.
A hiper e a hipoglicemia, caracterizadas, respectivamente, por um excesso e por uma carência severa de açúcar ou glicose na corrente sangüínea, assim como a meningite grave, uma intoxicação alcoólica, uma doença hepática, uma complicação decorrente do hipotireodismo e uma falha erro anestésico, podem deixar uma pessoa em coma.
Quando este estado é provocado por um traumatismo crano-encefálico, o que é mais freqüente, a escala do coma de Glasgow, um sistema de medição que pontua a reação dos olhos do paciente e suas respostas verbais e motoras, permite a obtenção de uma indicação aproximada da gravidade da lesão cerebral e da probabilidade de a pessoa se recuperar.
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