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Como o transtorno bipolar se desenvolve
 
EFE
Durante as fases de euforia a pessoa é hiperativa, tem uma excessiva autoconfiança e tem idéias delirantes ou de grandeza
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Embora nem todas as causas da doença sejam conhecidas, foram estabelecidos alguns fatores que contribuem para seu desencadeamento, como uma predisposição hereditária e a existência de circunstâncias vitais geradoras de muita tensão emocional.

Essa doença pode se apresentar tanto sob formas amenas, nas quais os sintomas são compatíveis com uma boa adaptação familiar e sociolaboral, quanto sob formas graves, que incapacitam o doente.

Alguns pacientes têm uma tendência a sofrer recaídas sempre nas mesmas datas: por exemplo, uma fase depressiva na primavera, uma eufórica no verão e outra depressiva no outono.

A doença costuma se desenvolver de forma imperceptível na adolescência e alcança seu auge na fase adulta. Cada recaída torna a pessoa mais vulnerável ao estresse, por isso alguns doentes podem chegar a ter uma sucessão ininterrupta de depressão e euforia.

Tanto a doença como essa sucessão ininterrupta são mais freqüentes nas mulheres que acabam de parir. Embora a doença não seja curada num sentido estrito, ela pode ser mantida sob sua forma assintomática ou controlada para que a pessoa leve uma vida normal, embora haja riscos de algumas recaídas.

A doença bipolar costuma ter um prognóstico bom se for tratada corretamente, mas para indicar o tratamento farmacológico adequado é determinante um diagnóstico preciso, destacam os especialistas.

Se para um paciente em estado depressivo é prescrito um antidepressivo e ele é bipolar, podem ser acionados estados agudos de euforia. Por outro lado, se para um paciente eufórico é receitado um sedativo ou um antimaníaco, ele pode ter depressão e atitudes suicidas.

Entre um e outro pólo, os pacientes mantêm uma certa estabilidade, por isso é imprescindível um acompanhamento rigoroso, para a determinação de sua evolução em conformidade com as diferentes ações terapêuticas e para previsão da periodicidade dos episódios de euforia e depressão.
 

EFE

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