| EFE |
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| Nas fases de depressão, ninguém parece entender que a apatia, a falta de interesse pelas coisas, a lentidão e a fadiga que o bipolar sofre fazem com que as menores obrigações se tornem para ele obstáculos insolúveis |
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Para o médico Eduard Vieta, coordenador do Programa de Transtornos Bipolares do Hospital Clínico de Barcelona (Espanha), "o ponto mais característico da doença maníaco-depressiva, mas o mais difícil de ser detectado pelo especialista, é a fase de euforia, uma vez que o paciente não costuma se dar conta de que tem um problema, já que se sente melhor do que nunca, embora os que o cercam percebam a situação como anormal".
"Durante essa fase, a pessoa tem pouca necessidade de dormir, se torna hiperativa, hiper-sociável e irritável. Ela tolera mal os fatos adversos, as frustrações e que as pessoas a contradigam".
Segundo Vieta, se uma pessoa suspeita ser bipolar, deve procurar o médico, porque a doença tende a se agravar se não for tratada. Embora a psicoterapia ajude, o fundamental para o tratamento são os medicamentos.
Como a doença bipolar requer que o afetado tome consciência de que necessita de um tratamento a longo prazo, ainda que se encontre estabilizado, os grupos de auto-ajuda integrados por pessoas e familiares que atravessam situações conflituosas similares são decisivos para aliviar e solucionar o transtorno.
O apoio emocional entre os integrantes desses grupos, a possibilidade de as pessoas compartilharem experiências e serem compreendidas e a percepção de elas não são nem únicas nem diferentes do resto da sociedade ajudam muito no controle da doença.
A informação e a ajuda desses grupos é crucial, sobretudo quando os primeiros sinais do transtorno aparecem e tanto o paciente como sua família entram em contato com os serviços de saúde.
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