| EFE |
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| Nessa doença, os mecanismos que controlam o humor da pessoa não funcionam bem |
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Além de permitir que o paciente compreenda que pode lidar com sua situação, que pode recuperar o caminho que achava perdido e que pode se reintegrar à vida cotidiana, os grupos são essenciais para evitar o atraso na busca de uma primeira assistência médica e para facilitar o acesso a psiquiatras e psicólogos aos pacientes que ainda não encontraram uma resposta válida para seu problema.
"Embora a psicoterapia seja útil como complemento para melhorar as situações familiares, trabalhistas e sociais que a doença comporta, o tratamento do transtorno bipolar é basicamente farmacológico", destaca o psiquiatra Eduard Vieta.
Além do amplo arsenal de medicamentos disponíveis, ao qual sete em cada dez pacientes respondem favoravelmente, continuamente novos remédios e técnicas são testados para propiciar o prognóstico da doença, diz Vieta.
O tratamento se baseia numa série de medicamentos destinados a estabilizar o humor, a controlar os delírios e alucinações da fase eufórica, a sedar ao paciente e a aliviar a depressão, a ansiedade e a insônia associadas à doença.
Os farmacos estabilizadores mais utilizados têm lítio na fórmula, um sal que reforça e aumenta a eficácia dos mecanismos reguladores do estado de ânimo, impedindo que as oscilações normais do tom vital cheguem a níveis patológicos.
"A última tendência em psicoterapia, que se soma às técnicas psicanalíticas, comportamentais e cognitivas, é a psicoeducação, que consiste em ensinar o paciente a dominar a doença e em dar a ele explicações sobre a medicação e informações sobre como evitar o estresse, reconhecer a tempo os sintomas iniciais de uma recaída e melhorar a auto-estima", explica Vieta.
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