A medicina ainda não sabe as causas da psoríase, mas há estudos que comprovam a sua ligação com estresse, frio, má qualidade de vida e infecções. "A causa é desconhecida e calcula-se que 1% da população tenha a psoríase. Há sempre uma predisposição genética, mas não signfica que, quem tem ascendentes com a doença, seja afetado", explica a dermatologista Lígia Kogos.
O diagnóstico da psoríase é bem simples, com a detecção de prurido no local das lesões, mas exige acompanhamento médico desde o começo. "Existem muitos tratamentos disponíveis. Se ela for classificada como localizada, faz-se o tratamento restrito às descamações. Se as lesões forem mais extensas, utiliza-se medicamentos por via sistêmica (orais ou injetáveis) ou a fototerapia, com luz ultra-violeta A e B", diz a dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Regional São Paulo, Lúcia Helena Favaro Arruda.
O sol é um grande aliado de quem desenvolve a psoríase, mas deve ser moderado e com indicação de um médico para evitar queimaduras na pele. Ele ajuda a fazer o controle, tornando o verão a época ideal para o tratamento. "Não dá para falar em cura para a psoríase porque não se sabe a causa exata. Hoje, a medicina permite tratamentos que acabam com os sintomas", diz Lígia Kogos.
Na sua forma mais comum, essa dermatose é denominada vulgar, apresentando pequenas pápulas eritematosas. A psoríase gutata é mais freqüente em crianças, em áreas de dobras, são chamadas psoríases invertidas. A presença de pus dá o nome de psoríase pustulosa e, se houver um avermelhamento e descamação generalizados, é chamada de psoríase eritrodérmica.
- Redação Terra





