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| Os primeiros sintomas da doença são náuseas, febre, aumento dos gânglios, diarréia, indisposição e inchaço do fígado e baço |
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O Mal de Chagas é uma doença crônica, que pode levar à morte e que era considerada sob controle em todo o Brasil. Casos recentes de contaminação por via oral, em Santa Catarina, reacenderam o alerta vermelho para se discutir a prevenção, diagnóstico e tratamento.
Mais de 30 casos da doença já foram confirmados no Estado depois da ingestão caldo de cana contaminado, no município de Joinville. Outros 147 estão com suspeitas e seis já morreram, nos últimos quinze dias.
O inseto barbeiro é o hóspede do protozoário causador do Mal de Chagas, o trypanosoma cruzi. À noite, ele pica as vítimas e deixa suas fezes ao lado da ferida. Ao coçar, acontece a forma de contaminação mais conhecida.
Outra forma de contaminação é de mãe para filho, durante a gestação, ou através de transfusão de sangue. O meio oral é pouco comentado, mas há possibilidades de se ingerir o próprio mosquito ou suas fezes em alimentos mal conservados, como no caso citado acima.
Depois de cinco dias, em média, da contaminação, ocorre a fase aguda da doença. "O infectado sente náuseas, muita febre, aumento dos gânglios, diarréia, indisposição e inchaço do fígado e baço. Nesta hora, o diagnóstico é feito com a suspeita do médico e a indicação de exames que indiquem a presença do protozoário no sangue", diz a infectologista da Universidade de São Paulo, Marta Eloísa Lopes.
O efeito mais perigoso e que pode levar à morte na fase aguda é a arritmia cardíaca. Em casos mais graves, há a necessidade de uma cirurgia para a introdução de um marca-passo.
A fase crônica da doença só se manifesta de 20 a 30 anos depois da contaminação e causa inchaço no coração, o que pode levar à insuficiência cardíaca.
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