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Há três formas de manisfestação clínica da doença, segundo explica a gastroenterologista Vera Lúcia Sdepanian, responsável pelo ambulatório de doenças Celíacas da Escola Paulista de Medicina: a Clássica, a Não Clássica e a Assintomática.
Na Clássica, que de acordo com Vera Lúcia corresponde a cerca de 75% dos casos, os sintomas são diarréia, perda de peso, distensão do abdome e humor alterado. Pode haver anemia e vômitos. A principal característica desta manifestação clínica é a diarréia; os demais sintomas podem ou não aparecer.
A Não Clássica caracteriza-se pela ausência da diarréia. A pessoa fica anêmica e o tratamento não faz efeito. "Sempre que houver anemia e o tratamento com ingestão de ferro não for eficaz, deve-se pensar na doença Celíaca", explica Vera Lúcia. Baixa estatura em crianças sem causa aparente, osteoporose (em criança ou adulto), constipação intestinal (prisão de ventre) que não se reverte com tratamento adequado são outros sintomas.
Por fim, há a forma Assintomática, isto é, quando a doença existe mas não há sintoma algum. Como é uma doença genética, familiares de 1º grau de celíacos devem fazer o exame para identificá-la. Um estudo realizado pelo departamento de Gastroenterologia Pediátrica da Unifesp com 300 familiares de 104 celíacos em São Paulo mostrou que 6% tinham a doença, apesar de nunca terem apresentado sintomas.
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