|
Existe uma única forma de diagnosticar a doença, que é a realização de um exame sorológico específico, seguida de uma biópsia do intestino delgado (retirada de um pequeno fragmento da mucosa do órgão) para checar se há o achatamento das filosidades do intestino.
"É imprescindível procurar um especialista e fazer os exames. O diagnóstico correto da doença existe unicamente com a biópsia. Se a pessoa tirar o glúten da alimentação antes disso, por conta própria, atrapalha o quadro para o médico diagnosticar", alerta Vera Lúcia Sdepanian, da Escola Paulista de Medicina.
Segundo ela, a doença não tem cura, mas é totalmente controlada. Com a retirada do glúten da dieta, a mucosa intestinal que estava danificada se normaliza. O problema, segundo ela, é que "30% dos celíacos, embora saibam da doença, transgridem a dieta. Como a alteração do intestino não retorna imediatamente, a pessoa acha que não tem mais doença, o que não é verdade." Assim, surgem as complicações da doença.
Entre estas complicações, estão a osteoporose, devido à não absorção do cálcio, a anemia, devido à falta de ferro, maiores chances de ter doenças autoimunes - como a diabetes, doenças da tireóide e hepatite autoimune - câncer no intestino, manifestações psiquiátricas, abortos de repetição e esterilidade.
|