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| O milho e seus derivados são bons substitutos |
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O glúten é uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeio, malte. Como todas as proteínas, é composto de vários aminoácidos e, um destes, a gliadina, é a mais tóxica. Na mínima quantidade, é agressiva a quem é intolerante, explica a nutróloga Paula Cabral, da clínica Hagla, do Rio de Janeiro. "O glúten é usado para dar consistência, elasticidade e leveza à massa dos alimentos, em geral, bolos, bolachas, pães e pizzas. Mas confere pouco ganho protéico à dieta", explica.
A retirada dos alimentos com glúten da dieta (macarrão, pães, biscoitos, bolos, pizza etc.) não causa nenhum prejuízo à saúde, mas, sem a adoção de uma dieta equilibrada, acaba causando ganho de peso devido ao excesso de ingestão de carne e gordura. Por isso, é necessário introduzir na alimentação substitutos que garantam a ingestão de carboidratos.
Entre eles, estão arroz, feijão, batata, mandioca, inhame, cará, araruta, trigo sarraceno. Frutas, verduras e legumes também ajudam no equilíbrio. Os alimentos proibidos na dieta dos celíacos também podem ser substituídos por similares. Massas, bolos, pizzas e biscoitos podem ser feitos com a utilização de farinha sem glúten, que são encontradas em diversos supermercados ou podem ser feitas em casa (veja receitas nos links ao lado).
Para a jornalista de 43 anos Maria da Graça Kerr, que descobriu a doença há cinco anos, o que mais faz falta na dieta são pizza, pão, cerveja, o lanche rápido. "Procuro não comer de jeito nenhum. Às vezes dou uma mordidinha, às vezes só sinto o cheiro. Só como pão de queijo, a única saída para substituir aquele lanche rápido na rua. Já levei até massa de pizza especial para pizzaria", conta.
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