| Redação Terra |
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| Frutas e verduras são 'super-alimentos' |
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Para um carro funcionar corretamente, ele precisa ser abastecido com combustível de boa procedência. Uma gasolina adulterada diminui o rendimento do automóvel, tornando seu funcionamento deficiente. A analogia parece óbvia e, a grosso modo esse mecanismo é mesmo semelhante no corpo humano. É como se o corpo fosse uma máquina cheia de engrenagens que necessitassem de substâncias que evitem o seu enferrujamento.
Quadro comparativo das vitaminas
As vitaminas têm exatamente essa função - tratam-se de micronutrientes responsáveis pela conservação das "engrenagens". Substâncias antioxidantes, elas evitam a ação danosa dos radicais livres, espécie de componente formado no organismo espontaneamente, quando respiramos. "Os radicais livres são moléculas instáveis que, para atingir a estabilidade, reagem com o que encontram pela frente - essa reação pode ser positiva ou negativa. Dentre as negativas, estão ligados a processos degenerativos em células do corpo humano, como o câncer e o envelhecimento, por exemplo. As vitaminas surgem como um 'breque' desses processos", explica o médico Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). É a partir daí que a alimentação adequada torna-se indispensável. Bem além da falsa de idéia de que "comer alimentos ricos em vitaminas é bom porque é calórico" (sim, vitaminas não têm calorias), ingerir a quantidade estabelecida desses micronutrientes ajuda a evitar uma série de doenças - de infecções pulmonares a cálculos renais. "Uma alimentação balanceada já é suficiente para suprir a necessidade do nosso corpo", recomenda Ribas que vê no extremo-oposto ao baixo consumo de vitaminas - também chamada de avitaminose - os riscos do excesso, não menos prejudicial ao organismo. Quem come massas, cereais, leite e derivados, carnes, legumes, verduras e frutas em pequenas porções divididas em cinco refeições, ao longo do dia ingere o suficiente para suprir suas necessidades alimentares. Apenas em casos de subalimentação e desnutrição pode ser necessário sua reposição por meio de complexos alimentares. Em outras situações, porém, o consumo de "vitaminas em cápsulas" - bastante comum no mercado - deve ser evitado. Ingerir altas doses das chamadas vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K, vitaminas que não são solúveis em água), ao contrário, pode até trazer malefícios à saúde. "O excesso de vitamina A pode aumentar o tamanho do baço e provocar queda de cabelo", exemplifica. Há ainda, porém, algumas contradições a respeito dos malefícios causados pelo excesso no consumo de algumas vitaminas. Pesquisas recentes apontam que ingerir altas doses de vitamina E pode até evitar o surgimento do mal de Alzheimer, doença que leva à deterioração do funcionamento cerebral. Outros estudos relacionam níveis baixos de vitaminas B12, B6 e ácido fólico ao aumento de homocisteína, substância presente no sangue que favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Os resultados ainda não são conclusivos.
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