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Pílula não aumenta risco de câncer de mama
 
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Um novo estudo feito por pesquisadores dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) dos Estados Unidos mostra que o uso de pílulas contraceptivas não aumenta o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama. Esse resultado contraria os achados de algumas pesquisas anteriores que haviam associado de forma débil o uso de anticoncepcionais orais à probabilidade maior de ocorrência desse tipo de tumor.

No trabalho, publicado na edição de 27 de junho do New England Journal of Medicine, os cientistas constataram também que as usuárias de anticoncepcionais com idade entre 35 e 64 anos não apresentam um risco significativamente maior de ter a doença. Esse amplo estudo deveria "tranquilizar milhões de mulheres que tomaram ou estão tomando contraceptivos orais", disse Polly A. Marchbanks, dos CDCs, em Atlanta (Geórgia).

Cerca de 80% das norte-americanas nascidas a partir de 1945 usaram pílulas anticoncepcionais, de acordo com Marchbanks, que entrevistou 4.575 mulheres que apresentaram diagnóstico de câncer de mama e 4.682 voluntárias que não tiveram a doença. Todas as participantes responderam questões sobre uso de contraceptivo oral, histórico de reprodução, saúde em geral e história familiar de doenças. "O estudo oferece uma forte evidência de que o uso anticoncepcionais orais não aumenta o risco de desenvolver câncer de mama ao longo da vida", afirmou Marchbanks.

As mulheres na faixa etária dos 35 aos 65 anos que "tomam pílulas anticoncepcionais não correm um risco significativamente maior de ter a doença", acrescentou a pesquisadora. Apesar disso, os resultados foram menos conclusivos para o grupo com idade entre 45 e 64 anos. Marchbanks informou que as mulheres com história familiar de tumor de mama que usaram contraceptivos orais também não apresentam probabilidade maior de desenvolver esse tipo de câncer. O mesmo vale para quem começou a tomar pílula quando era mais jovem.

O risco de câncer de mama não aumentou com o uso prolongado de anticoncepcionais nem com a administração de doses mais elevadas de estrogênio. Os resultados observados foram semelhantes para mulheres brancas e negras, informou o trabalho. "A pesquisa oferece mais garantias de que tomar contraceptivos orais, mesmo por um longo período, não está associado à elevação do risco de câncer de mama", avaliaram Nancy E. Davidson e Kathy J. Helzlsouer, ambas da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore (Maryland), em editorial sobre o estudo.
 

Reuters

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